NOTA DE ESCLARECIMENTO SOBRE O CMT – CONSELHO MUNICIPAL DO TRANSPORTE.

O MPL Curitiba não possui qualquer relação com o indivíduo que se declara REPRESENTANTE DOS USUÁRIOS no CMT – Conselho Municipal do Transporte, qual seja Luiz Felippe de Castro Henning. O referido indivíduo não integra organicamente o Movimento Passe Livre de Curitiba, apesar de utilizar-se do ambíguo título de “Entidade Representativa do Sinditest/ Passe Livre”.

Na verdade, o mais provável é que o referido indivíduo desenvolva proposta ligada ao SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DO TERCEIRO GRAU PÚBLICO DE CURITIBA, REGIÃO METROPOLITANA E LITORAL DO ESTADO DO PARANÁ – SINDITEST, atualmente ligado ao PSTU.

O MPL Curitiba desenvolve ações de base, ligadas ao combate à desinformação promovida junto à população, relacionados ao transporte coletivo de Curitiba. A ação direta é nossa principal estratégia. Outro viés de ação é a mobilização e agitação política junto a bases populares, entretanto, esta atividade vem sendo prejudicada justamente por métodos rasteiros de calúnia e perseguição pessoal promovidos por sindicatos ligados a certos partidos políticos e estudantes pertencentes a coletivos aparelhados por estes partidos.

Estamos acostumados aos nefastos métodos de partidos políticos de esquerda que não aceitam a autonomia do movimento popular, querendo aparelhá-los a qualquer custo, como fazem com muitos sindicatos.

Neste momento, é importante lembrar que o CMT é um conselho Chapa Branca, usado para falsificar a participação popular. Isso já foi denunciado pelo MPL Curitiba várias vezes. Como se pode ver no link a seguir, o referido conselho se compõe de 11 membros, sendo que nove são de órgãos de governo, um é da PUC, um é do sindicato dos motoristas e cobradores e aquele que se afirma representante dos usuários é do sindicato de professores de universidades públicas.

http://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/conselho-municipal-de-transporte-toma-posse-na-semana-que-vem/35933

 

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

TRABALHADORES DO TRANSPORTE E CONCESSIONÁRIOS – COMPARAÇÃO DE DIREITOS E RESPONSABILIDADES

COMPARATIVO DE DIREITOS E RESPONSABILIDADES
TRABALHADORES CONCESSIONÁRIOS
GANHOS Possuem salário baixo e concorrem com outros trabalhadores desempregados. Ganharam licitação pedindo o valor máximo possível, absolutamente sem concorrentes.
CORREÇÃO NOS GANHOS Em termos de salário, jamais ganham o que pedem. Em termos de repasse ou “tarifa técnica”, o que pedem, ganham. Inclusive já estão ganhando os R$ 3,05 que pediram, gerando rombo no orçamento municipal e ameaçando integração com região metropolitana.
ACIDENTES Em acidentes, como no caso da tragédia da Tiradentes, o motorista pode ser preso ainda ferido e em estado de choque. Em acidentes, como na tragédia da Tiradentes, até hoje não houve responsabilização dos concessionários.
ESTABILIDADE Não possuem estabilidade no emprego, podendo ser demitidos a qualquer momento. Possuem estabilidade: o contrato da última licitação é para até 25 anos.
PARALIZAÇÕES Quando fazem greve, são multados pelos nobres juízes e promotores da sociedade paranaense. Não há qualquer responsabilização/ penalização pela greve de seus funcionários, já sendo vista pela população como LOCKOUT proposital, para forçar os aumentos.
PREJUÍZOS Assumem responsabilidades: prejuízos com assaltos (isso quando sobrevivem) ou fura tubos, são muitas vezes cobrados dos trabalhadores. Não assumem responsabilidades: sequer pela compra de equipamentos se resposabilizam, acusando a URBS como culpada por terem comprado vários ônibus que não cabiam na canaleta.
AUMENTO DA VELOCIDADE E FATURAMENTO Não assinaram o contrato da licitação fraudulenta que aumentou a velocidade média dos veículos, mas sofrem penalização por atrasos. Sem consulta aos trabalhadores do sistema, assinaram unilateralmente com a URBS o contrato da licitação fraudulenta, prevendo aumento da velocidade média, para aumentrar faturamento sem aumentar frota.

ESTÁ BASTANTE CLARA A DEMONSTRAÇÃO DE QUE O TRANSPORTE COLETIVO DE CURITIBA É VIRTUALMENTE OPERADO POR UMA COOPERATIVA DE TRABALHADORES, TODAVIA, SUJEITA À PRESSÃO DIRETA DA CONTRATANTE URBS E AOS RISCOS DA CONTRATAÇÃO.

PS.: A boa notícia é que a autogestão nunca esteve tão próxima!!! SÓ DEPENDE DE CURITIBA SE UNIR AOS TRABALHADORES DO TRANSPORTE!!!

Publicado em Uncategorized | 4 Comentários

O transporte coletivo não é público: é um grande negócio!

LCzine - TUBOTodos os anos, celebramos o dia 26 de outubro como uma ocasião de luta. Essa data é importante porque remonta às mobilizações e conquistas da Revolta da Catraca de 2004 em Florianópolis, uma das lutas que deu origem ao Movimento Passe Livre. É preciso manter viva a memória para sempre lembrar que nossa luta não começou agora – e que só vai terminar com o fim de todas as catracas.

Em Curitiba, logo nas primeiras semanas de instalação da CPI da URBS em 2013 (reivindicada pelo movimento por pelo menos 7 anos para que fosse instalada), o MPL-Curitiba denunciou fraude nas investigações, com uma bela tortada na cara do diretor da URBS que mentia há horas para a comissão de inquérito, o que nos rendeu uma série de perseguições políticas, violência policial, processos com celeridade invejável para os padrões nacionais e sentenças injustas à favor dos empresários denunciados por fraude e roubo do dinheiro público.

Desde 2005, o MPL-Curitiba denuncia sem trégua que o transporte coletivo em Curitiba não é público. Para os empresários de transporte coletivo, a falta de espaço no interior dos tubos e ônibus é um ótimo negócio: a prefeitura paga as empresas de ônibus através do cálculo misto entre quilômetro rodado e passageiro transportado, o que significa quanto mais passageiros elas enfiarem dentro de cada ônibus, mais dinheiro vão ganhar, com o menor custo possível. Para elas, é melhor que o ônibus passe pouco, e sempre muito lotado.

Não é à toa esse sistema que a concentra todos os passageiros em terminais espalhados em poucos locais na cidade. O prejuízo do usuário, forçado a pegar mais de um ônibus e a enfrentar uma fila enorme no terminal, representa lucro para o empresário, que ganha mais a cada vez que giramos catraca. Ao priorizar como única alternativa os terminais de ônibus, a população amarga muitas horas no deslocamento entre sua morada até o local do emprego. A integração entre as linhas de ônibus poderia ser feita a partir de qualquer local da cidade, caso a tarifa fosse ZERO. Há falta de lógica no atual sistema em que o passageiro atravessa a cidade de norte a sul para poder pagar apenas uma passagem a fim de realizar a integração entre linhas diferentes. Esse prejuízo em horas perdidas dentro dos ônibus é o lucro real dos empresários do transporte coletivo. O governo não consulta ninguém e atrapalha a vida de muita gente ao priorizar apenas os interesses empresariais.

Assim, o direito de ir e vir se transforma em uma mercadoria e deixa de ser um direito. Construido para sustentar os lucros de famílias riquíssimas essa mercadoria é vendida a um preço que a esmagadora maioria não pode pagar.

O tubo de ônibus é uma estrutura cara, ineficiente e responsável pelo adoecimento dos cobradores e passageiros sujeitos aos intemperes climáticos acentuados em seu interior e fora dele. Passageiros são obrigados a ficar em enormes filas para fora dos tubos que nunca comportaram o número de pessoas dentro dele. Ela só beneficia a estética para propagandear a cidade para quem não mora nela. Além disso, funciona como barreira que impede aqueles que constroem e fazem a cidade funcionar a cada dia de usufruir dela. Quem é excluído do transporte, porque não tem dinheiro para a passagem, é excluído da cidade; deixa de ter acesso a tudo aquilo que está a um ônibus de distância: a escola, o hospital, o centro cultural, a casa dos amigos e da família, um emprego, uma casa. Ao revogar o aumento da passagem em junho de 2013, derrubamos algumas pedras dessa gigante muralha, mas não podemos parar por aí! Enquanto o transporte tiver catraca, a cidade não será de todos. Nossa luta é pela Tarifa Zero, pelo projeto de parceria público popular, o PPPop-Tz!

Cobrar por um serviço que beneficia toda a cidade, como o transporte coletivo, só de quem usa (na maioria das vezes porque não tem outra opção) não é uma escolha técnica ou econômica. É uma decisão política: de quais interesses serão atendidos. Se antes eles diziam que baixar a passagem era impossível, a revolta do povo provou que não é. Se agora eles dizem que Tarifa Zero é impossível, ao concorrermos com grandes grupos empresariais a licitação municipal do metrô curitibano com nossa proposta de PPPop-Tz negada pela prefeitura, nossa luta provará que eles estão errados.

Um transporte público de verdade não pode ser um impedimento para a gente sair de casa, seja porque não tem dinheiro, seja porque não quer enfrentar o sufoco dos ônibus e perder horas nas filas e no trânsito. Um transporte público de verdade é o que atende às necessidades da população, sem excluir quem não tem dinheiro. Somos nós, que usamos ônibus todo dia, que sabemos como é o transporte que queremos, por onde devem passar as linhas, quantos ônibus são necessários.

A suspensão do aumento da tarifa em 2014 foi só o começo! Em 17 de março de 2014, na ocasião da assembleia geral contra o tarifaço, na boca maldita, mostramos que é a população, quando se une, que manda no transporte e que se a gente não quiser, a tarifa não vai subir. Agora queremos mais! E não adianta esperar que quem lucra com nosso sufoco vai fazer algo para mudar ele: é só a nossa luta que vai fazer um transporte de fato público.

O Movimento Passe Livre Curitiba (MPL-Curitiba) é um movimento social autônomo, independente e apartidário que luta para que o transporte seja público de verdade: gerido fora da iniciativa privada, sem tarifa, sem tubos e nem catraca. Se queremos transformar o sistema de transporte e a cidade, não podemos esperar de braços cruzados. Por isso nos organizamos em nossos bairros e escolas para discutir os problemas do transporte e lutar, nem que para isso seja preciso sair às ruas, fechar avenidas, montar barricadas, ocupar terminais, furar tubos e pular catracas.

out.2014
MPLCURITIBA

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Campanha #OMETRÔÉNOSSO segue para instâncias federais.

Agit 2

As duas plenárias da campanha #OMETRÔÉNOSSO realizadas nas escadarias da Biblioteca Pública do Paraná nos trouxeram algumas conclusões até o momento:
•    Na análise histórica, ficou demonstrado o completo alinhamento das instituições estaduais (TCE-Pr, MP-PR e TJ-Pr) e municipais (câmara e prefeitura) em relação a escandalosa licitação fraudulenta dos ônibus de Curitiba (2010 ~R$8,5Bi alegremente repassados SEM CONCORRÊNCIA no governo Richa/Ducci). O teatrinho da CPI e do TCE-Pr, conforme previmos no ato da “tortada”, não surtiu qualquer resultado prático. Fruet – o bom moço –segue implementando exatamente as mesmas diretrizes do governo anterior em relação a política de transporte urbano: mínimas reduções eleitoreiras, em contrapartida precarizando o sistema para reduzir custos.
•    O transporte coletivo não é tratado como serviço essencial, mas sim como mercadoria para lucro exacerbado de poucos e exclusão de muitos: os próximos passos da máfia indicam um possível golpe sobre os trabalhadores do transporte – tanto rodoviários como metroviários, devendo asseverar as tensões sociais em 2015, após as eleições.
•    Os trabalhadores rodoviários e metroviários encontram o desafio de ultrapassar a greve como instrumento de luta, para se engajar mais efetivamente na construção POPULAR de um projeto de TARIFA ZERO, ganhando assim a confiança dos cidadãos e trabalhadores da cidade. Em Curitiba, esta percepção dos trabalhadores do transporte avança, com a greve de cobrança (catraca liberada), efetivada pioneiramente no país em 26.06.14.
•    Completamente blindada para as denúncias populares, a mídia dos grandes grupos econômicos locais arrasa a discussão, abafando a discussão popular e pautando apenas o avanço tecnológico na demissão de trabalhadores do transporte, ao mesmo tempo em que dá voz a pressão especulativa do Cartel dos Trilhos para aumentar ainda mais o valor do golpe da PPP do Metrô Curitibano. Jamais há outra fonte jornalística senão instituições ligadas a associações de classe de mega-empresas do transporte e engenharia. Repórteres são enviados para viagens junto a congressos destes grupos e a empatia é incentivada, ao mesmo tempo que a censura tácita (redatores, políticas internas de promoção/demissão, etc…) se encarrega de corrigir os demais repórteres.
•    Ainda com relação a potente mídia dos cartéis locais, a pauta se resume a pressão especulativa para o aumento do valor da licitação, o factóide do TCE-Pr (manobra dos clãs locais para evitar a judicialização em nível federal) e os tradicionais prêmios internacionais ao “Transporte Coletivo Modelo” que alimentam o marketing dos cartéis. Essa postura da mídia deveria ser previsível pois nossa luta contra cartéis do transporte acaba remetendo ao debate sobre outros cartéis, entre eles o da comunicação.
•    A ilusão eleitoral como sempre dificulta nossa luta, sendo que existe inclusive a proposta de uma “salvadora da pátria” propondo o raso projeto de passe escolar gratuito, rotulado como PASSE LIVRE ESTUDANTIL, justamente para aniquilar uma construção que é independente e feita pela base popular. No nível estadual, as propostas são, por incrível que pareça, de novos repasses aos cartéis, através de subsídios obscuros e renúncias fiscais.
Agit 1
Diante deste cenário, tiramos alguns encaminhamentos:
•    Repasse de informe a redatores do Jornal Comunicação da UFPr, que estiveram presentes numa das plenárias e repassaram questionamentos. Situação: já publicado: http://www.jornalcomunicacao.ufpr.br/em-jogo-o-metro/.
•    Prosseguimento e apoio à campanha #OMETRÔÉNOSSO, divulgando-a junto a mídias independentes e populares que queiram pautar novo ângulo da questão – situação: sendo efetivado através de redes sociais e agitprop (lambes, panfletagens e outros).
•    Contatos e informações junto a BASE de trabalhadores do transporte coletivo – rodoviários e metroviários. Situação: a ser efetivado através de carta aberta aos mesmos.
•    Protocolo junto ao TCU – Tribunal de Contas da União, buscando instância federal, tanto para tentar romper com as instituições estaduais e municipais como para demonstrar qual a real eficácia da instituição. Na ocasião, acrescentamos o Dossiê Metrô Curitibano à impugnação popular . Situação: processo TCU no. 0000516790105 segue para o relator.
Sem mais,

CAMPANHA #OMETRÔÉNOSSO

Publicado em Uncategorized | Marcado com , , , , , , | Deixe um comentário

O ASSASSINATO DE BRENDON: BARBÁRIE JUSTIFICÁVEL PELA DEFESA DE MÁFIAS BILIONÁRIAS.

O assassinato de Brendon: barbárie justificável pela defesa de máfias bilionárias?

O ASSASSINATO DE BRENDON: BARBÁRIE JUSTIFICÁVEL PELA DEFESA DAS MÁFIAS BILIONÁRIAS.

Brendow William Velter pulou a catraca (furou o tubo) e foi assassinado com uma estocada no peito. Seu algoz foi um motorista do transporte coletivo. A imprensa se apressa em explicar as razões do algoz: motoristas/cobradores, são descontados em R$125,00 quando alguém não paga a tarifa. É uma informação a se confirmar na análise do contrato de trabalho e da convenção coletiva destes trabalhadores. Jornal algum verificará isso, mas seria preciso explorar a pauta questionando o Ministério Público do Trabalho diante de tanta omissão à cláusula tão abusiva, já denunciada pelo sindicato da categoria.

De qualquer forma, a idéia central da imprensa parece ser justificar que a vida de Brendon não custou R$2,70, mas sim R$125,00. Para continuar com a justificativa financeira do crime, a imprensa prossegue com o rebaixamento de valor, citando que fura-tubos são “bem vestidos” e, no caso de Brendon, os pais aparentavam ser “pessoas boas” e de “poder aquisitivo”, subentendo-se que não há ato político ao furar o tubo, apenas um deliberado vandalismo.

O carrasco de Brendon na verdade acabou com a própria vida, pois virtualmente morreu o trabalhador do transporte coletivo, para nascer em seu lugar um assassino preso em flagrante, com todas as consequências jurídicas e morais.

Pela imprensa, os bilionários do cartel nada têm a ver com esta questão. Com seus CONTRATOS ABUSIVOS e suas CONCESSÕES PRIVILEGIADAS, eles seguem livres, soltos, felizes e assim permanecerão, desfrutando dos recursos gerados por nossa sociedade, sem precisar andar de ônibus ou se expor à violência dos extratos sociais onde a disputa por recursos e posição social chega a ser mortal.

Em Curitiba, tudo se resolve com a propaganda estética e bem feita, geralmente misturada com o noticiário.

É FUNDAMENTAL, neste momento, salientar que plantar a divisão entre as pessoas do povo (trabalhadores do transporte X outros trabalhadores e estudantes), é função de uma IMPRENSA TÃO CARTELIZADA quanto os mega-empresários do transporte coletivo. Assim, doutrinar trabalhadores populares com a lei do cão é importante para manter uma aparente ordem e uma ilusória segurança pública, que só beneficia estes bilionários e seus cartéis/ máfias. Talvez o mais triste seja a constatação de que a receita é de fato infalível para a capital nacional do orgulho estético.

Nossos pesares aos familiares e amigos das DUAS VÍTIMAS por perda tão violenta e desnecessária. Desejamos ainda força para o enfrentamento das humilhações da imprensa marron, propositadamente rasa na análise das reais causas deste tipo de crime e indiferente à dor dos envolvidos.

 

Publicado em Uncategorized | 2 Comentários

CAMPANHA #OMETRÔÉNOSSO !!!

a_013

Desde o ano de 2010, o MPL-Curitiba encampou a luta pela desmistificação
dos três poderes como instâncias democráticas populares. Naquela ocasião
da licitação dos ônibus de transporte coletivo da capital, denunciamos a
formação de cartel, a falta de transparência no processo licitatório e o
valor exorbitante que seria repassado ao cartel.

As denúncias foram feitas na Prefeitura, Ministério Público Estadual,
Tribunal de Contas Estadual e Tribunal de Justiça do Paraná. A própria prefeitura derrubou a impugnação ao edital direcionado.

20140825_162231

Logo após, junto a outras organizações, o MPL-Curitiba pressionou para que
fosse instalada a CPI do Transporte coletivo para termos acesso a
documentação do cartel, que era negada ao movimento popular, sobre a
planilha de custo para cálculo tarifário. Ao ceder à pressão popular,
vereadores instalam a CPI. Devido a manobras no grupo de trabalho de
investigação da CPI o MPL-Curitiba denuncia a comissão parlamentar de
inquérito como ilegítima, pois ao final dos trabalhos vinha blindar os
acusados isentando-os de serem inquiridos, ao participarem das sessões
como convidados.

As jornadas de Junho de 2013 tensionaram ainda mais os ânimos. O
MPL-Curitiba participa das raras audiências públicas da prefeitura sobre a PPP do Metro Curitibano e denunciou, mais uma vez, o conluio entre
clãs empresariais e a bancada eleitoreira do transporte. Após última denúncia
feita pelo movimento popular diretamente ao Ministério Público Federal, no mês de agosto de 2014, foi suspenso o edital de licitação do metro
avaliado em R$ 18 bilhões.

10423542_10204680015784928_928808436_n

A mídia omite o trabalho de mais de 3 anos do movimento popular no questionamento à farsa da PPP do Metrô, e constrói um herói artificial: o TCE-Pr (aquele órgão estadual encarregado de fiscalizar licitações, mas que frauda suas próprias licitações, tudo com cobertura e proteção do judiciário estadual – o TJ-Pr). O TCE-Pr interveio na licitação apenas para evitar que a mesma fosse judicializada em âmbito federal, já que aí não seria controlado pelos clãs eleitoreiros e empresariais dos três poderes locais: judiciário/legislativo/executivo paranaense.

Essa vitória é mais que uma suspensão de edital. É a luta direta contra os
tentáculos capitalistas. É a demonstração prática de resistência popular
nos processos de tomada de decisão daquilo que é público, frente às
crescentes privatizações através das PPPs (parceria público privada) que
despolitizam o debate, turvam a visão através de uma falsa transparência encoberta por cálculos complexos e transformam o que é público em privado, com aval pelo Estado.

A popular vitória parcial obtida através da suspensão do edital de
licitação marca o início do empoderamento das organizações populares
contra as famílias mafiosas milionárias locais e estrangeiras sobre o que
é nosso.
A seguir por essa estrada do poder popular fazemos o convite amplo à
população integrar a campanha o metrô é nosso (#OMETRÔÉNOSSO) e tomar em
nossas mãos a decisão de um metrô para Curitiba e não para mega empreiteiros e corporações transnacionais. Que esse processo seja
realmente acessível à população debater não apenas o modal de transporte
mas a mobilidade urbana e o direito à cidade como um todo.

IMG_8219

É importante salientar que as informações que passaremos ao longo da campanha #OMETRÔÉNOSSO não são e não serão repassadas pelas mídias financeirizadas tradicionais.
Ocorre uma disputa capitalista: Cartel dos Ônibus X Cartel do Metrô.
Num primeiro momento vemos a imprensa local abafar a impugnação popular, para promover o “heroísmo” do TCE-Pr. Nada se fala sobre o furo de R$ 6 bi denunciado pelo movimento popular na impugnação. Paralelamente a isso, esta imprensa promove a divulgação de estudos viciados onde o BRT (bus rapid transit ou cartel do busão) é implicitamente colocado como uma solução alternativa ao metrô. Acreditamos que nos próximos dias a grande imprensa pautará as informações em favor do Cartel do Metrô. Tudo isso é parte da estratégia de exclusão do debate popular, pois nesta guerra entre BRT e MetrÔ a importância das pessoas é secundária.
Existe de fato um 3o. modal: o Modal Tarifa Zero! É o mais barato, eficaz e justo. Sua proposta foi detalhada na PPP através do PPPop-TZ: Parceria Público Popular Tarifa Zero.

Acompanhe a campanha pelos canais de comunicação independente do MPL-Curitiba:
blog: htpps://fureotubo.wordpress.com
twitter: twitter.com/MPLCURITIBA
facebook: www.facebook.com/pages/MPL-Curitiba/211…
Faça parte da construção do poder popular da cidade. Vem pra luta! Vem pra
rua!

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

IMPUGNAÇÃO DO LEILÃO DO METRÔ CURITIBANO

Foto1841Tarifa é ROUBO e R$ 1,23 é CRIME!!!

A IMPUGNAÇÃO AO EDITAL.
O Consórcio Popular que lançou o MODAL PPPop-TZ (Parceria Público Popular Tarifa Zero) na PPP do Metrô Curitibano vai solicitar a impugnação da licitação do leilão do Metrô Curitibano.
Os motivos da impugnação são as irregularidades da PMI que desclassificou o Modal de Tarifa Zero PPPop-TZ e também o valor abusivo admitido para a tarifa.
Ao invés de R$ 2,55, o consórcio aponta que o valor máximo da tarifa não pode ultrapassar R$ 1,22, o que resulta em redução de mais de R$ 6,5 BILHÕES. Apesar disso, o lucro privado seria de mais de R$ 700 milhões na tarifa de 1,22. O edital está supervalorizado: são R$ 18 BILHÕES – o equivalente a 10 mil reais por habitante. Para se ter uma idéia, a licitação dos ônibus (aquela, sem concorrência…), pra atender a cidade inteira (o metrô só atenderá uma faixa), foi de R$ 8,6 BILHÕES!!!
O atual edital pagará R$ 3,2 BILHÕES para o vencedor executar a obra, além do valor da tarifa, estimado “INICIALMENTE” em no máximo R$ 2,55 para 35 anos (há gatilhos de aumento por partilha de riscos e reequilíbrio financeiro). CREA-PR (engenheiros), CAU-PR (arquitetos) também podem colaborar na análise do valor da obra, afinal promoveram seminários e formaram grupo de trabalho sobre a mesma, para demonstrar qual a real importância destes conselhos. No edital, as 22 estações iniciais se reduziram a 15.
Qualquer cidadão pode impugnar a licitação em até 5 dias úteis antes do leilão, o prazo portanto é até dia 18.08.14 no SMAD – Rua Solimões, 160 (é preciso anexar documentos de identidade e e-mail do impugnante). Disponibilizamos a seguir a minuta da impugnação. O material tem licença total: você pode copiar, alterar, corrigir, criticar ou acrescentar o que quiser para gerar sua própria impugnação como pessoa física ou organização, ou ainda integrar-se ao Consórcio Popular Tarifa Zero e reproduzi-lo fielmente.
O link para a minuta de nossa impugnação é:
https://drive.google.com/file/d/0ByK5lD_IarPNNUpSNmlzVFdndHc/edit?usp=sharing
Link para o edital da prefeitura:
http://www.curitiba.pr.gov.br/conteudo/metro-curitibano/740

METRÔ OU TARIFA ZERO? A RESPOSTA: AMBOS.
Acreditamos que o Metrô Curitibano deve existir dentro de uma realidade de TARIFA ZERO, tornando ainda mais urgente o trabalho de Curitiba na construção popular proposta na PPP do Metrô. Obviamente a prefeitura será um obstáculo pois prefere desviar recursos para atender ao interesse dos cartéis nacionais de mega-empreiteiras e cartéis internacionais de metrô.
A verba federal deve vir para Curitiba, mas não com rúbrica marcada em favor das máfias do transporte e sim em favor do interesse popular.
Se não nos organizarmos popularmente pelo MODAL TARIFA ZERO E SUA CONSTRUÇÃO POPULAR, o desvio dos recursos da população será inevitável! São recursos valiosos que ao invés de ir para o MODAL TARIFA ZERO, com sobra para educação, moradia popular e saúde, serão dirigidos para a concentração de renda dos 1% mais ricos.
ENTENDA: O METRÔ SÓ É BOM SE FOR PARA CURITIBA E NÃO PARA CLÃS ELEITOREIROS E CORPORAÇÕES EMPRESARIAIS.
A seguir o link para o projeto do MODAL TARIFA ZERO:
https://docs.google.com/file/d/0ByK5lD_IarPNakZuUm1OMWV2SUk/edit?pli=1

Publicado em Uncategorized | 2 Comentários