Fim de vagas na Visconde gera protesto do comércio

http://www.parana-online.com.br/noticias/index.php?op=ver&id=191382&caderno=3

Elizangela Wroniski [22/02/2006]

Se, por um lado, o tráfego deve fluir mais rápido na Avenida Visconde de Guarapuava, no centro de Curitiba, do outro os comerciantes reclamam que a retirada das faixas de estacionamento vai prejudicar os negócios. Ontem eles chegaram a fechar a via por cerca de 30 minutos para protestar contra a medida, que deve vigorar assim que as placas e faixas de sinalização sejam concluídas. A previsão é que o trabalho termine logo após o Carnaval.

A medida pela Prefeitura na última segunda-feira não agradou em nada os comerciantes da rua. Jaime Zela tem uma loja que compra e vende motos. “Onde os clientes vão deixar a moto estacionada para a gente analisar a possibilidade de compra?”, questiona. “O movimento vai cair”, prevê. Rosnei Araújo, que atua no mesmo ramo, também não esconde a preocupação. Diz que há seis meses a Prefeitura chegou a ampliar a área de estacionamento para motos, devido à grande rotatividade de veículos na rua. “Não fomos consultados para a mudança. Não há congestionamentos na rua, nem em horários de pico. Só quando há acidentes”, argumenta. Ainda assim, diz que a avenida poderia ser ampliada usando parte do canteiro central que separa as duas vias.

Para Rosaura Alvarenga de Camargo, dona de uma papelaria, a medida vai afetar o serviço de entregas. Afirma que na rua quase não passam pedestres e 50% das vendas são feitas pelo telefone. “Onde vou estacionar a moto?”, pergunta. O proprietário de uma serralheria, Adolfo Neto, dispara: “Como vou descarregar o material? Vai passar um helicóptero e jogar lá de cima!”, ironiza. Carlos Ronaldo, proprietário de um hotel, comenta que não possui garagem e os hóspedes não terão onde deixar o carro.

Os comerciantes querem que a Prefeitura volte atrás na decisão. Ontem, organizaram um protesto que durou cerca de 30 minutos, deixando o trânsito lento na avenida. Um caminhão e dois carros acabaram se envolvendo num acidente.

Mas ao que tudo indica, os comerciantes não serão atendidos. Segundo o diretor de trânsito da Urbs, coronel Gilberto Foltran, a via já mostrou que está saturada e, em horários de pico, a situação fica pior. Segundo Foltran, a reivindicação dos comerciantes é justa, mas alega que a situação precisa ser analisada de forma global. “A medida pode trazer alguns problemas para poucos comerciantes, mas a população em geral será beneficiada”, argumenta.

Entre hoje e amanhã, a Prefeitura começa a mudar a sinalização e só depois que essa etapa for concluída, é que o estacionamento passa a ser proibido. Os horários de proibição de estacionamento são: das 7h às 20h de segunda a sexta-feira, e das 7h às 14h nos sábados. Nesses períodos, a rua deixará de ter cerca de 400 vagas para estacionar. A medida vale desde a trincheira da Rua Ubaldino do Amaral, na divisa do Alto da XV com o Centro, até a Ângelo Sampaio, no Batel. Segundo Foltran, o horário de pico hoje na avenida fica entre 17h30 e 19h30. Com a mudança, esse período será reduzido para o intervalo entre 18h e 18h30.

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