A manifestação do dia 25

Passeata pela rua XV
Assembléia no final da manifestação

 

Leitura da carta em resposta à Urbs


No dia 25 de abril estudantes curitibanos saíram às ruas para contestar as afirmações da Urbanização Curitiba (Urbs) segundo as quais o Passe Livre acarretaria em aumento de passagens e para denunciar a criminalização dos movimentos sociais, através do Movimento Passe Livre de Florianópolis na figura do militante Marcelo Pomar.

Os estudantes dialogaram com a população e no final se reorganizaram para novas atividades, de continuidade à luta pelo Passe Livre por outros meios – palestras, debates, mostras de vídeos etc (maiores informações aqui).

Mais fotos do ato podem ser conferidas aqui.

Abaixo, a carta aprovada nas assembléias do ato em resposta à Urbs.

A luta continua! Venha participar!

Não passe sem luta, Passe Livre Já!

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Carta Aberta à Urbanização Curitiba
As/os estudantes e trabalhadoras/es presentes na manifestação política e pacífica do dia 25 de abril vêm a público reivindicar a abertura imediata das contas da Urbs, bem como da publicização e esclarecimento da planilha de custos referente ao transporte coletivo.

É freqüentemente alegado pela prefeitura e pela Urbs que a instituição do Passe Livre Estudantil acarretaria em aumento de tarifa aos demais usuários. Esse é um argumento escandalosamente mentiroso. Em primeiro lugar, é evidente que as/os estudantes não desejam que o financiamento do Passe Livre sobrecarregue os demais usuários e usuárias. Uma proposta desse tipo nunca existiu. O Movimento Passe Livre não propõe, de modo algum, que o financiamento ao Passe Livre se dê de por aumento de tarifa.

Em segundo lugar, como acreditar nessa espécie de argumentação quando a empresa que organiza a concessão do transporte coletivo é incapaz de abrir suas contas para que a população possa avaliar a seriedade de sua gestão? A gestão do transporte em Curitiba, na verdade, ocorre por meio de uma verdadeira caixa-preta que impede a população de ter acesso aos dados do transporte. Não se sabe com exatidão, por exemplo, qual a margem de lucro das empresas.

O Movimento Passe Livre propõe que haja uma auditoria imediata nas planilhas do transporte para que saibamos qual a margem de lucro das empresas concessionárias. É através da diminuição desses lucros – que não são revelados porque as empresas têm medo que a população saiba o quanto é roubada – que o Passe Livre será financiado e não através da sobrecarga da tarifa. Além disso, o Passe Livre pode ser financiado por impostos progressivos, isto é, impostos que incidam sobre as parcelas mais ricas da população (IPVA, IPTU elevado em mansões de luxo etc.) e fontes alternativas de receita, como a adquirida pelos busdoors.

Portanto reivindicamos:

• Auditoria nas planilhas do transporte coletivo urbano por instituição idônea;
• Publicização das contas da Urbs em veículos de mídia impressa.

Antes da auditoria das planilhas de custo do transporte coletivo e da publicização das contas da Urbs é impossível argumentar seriamente contra o Passe Livre. A contínua calúnia contra o Passe Livre apenas demonstra a vontade de conservação dos interesses oligárquicos e excludentes que historicamente constituíram as políticas de transporte em Curitiba. As pessoas, hoje, cansaram-se disso.

Movimento Passe Livre, 25 de abril de 2008.
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