Vigilantismo Orwelliano em Implantação

A MÁFIA DO TRANSPORTE COLETIVO MODELO ESTÁ VENCENDO
VIGILANTISMO ORWELLIANO EM IMPLANTAÇÃO

“Segurança” – uma morte entre tantas.
Recentemente, a imprensa deu destaque a um dos vários acidentes fatais que ocorrem rotineiramente em Curitiba, devidos a ação da Máfia do Transporte Coletivo Modelo. É importante salientar que apenas pequena parte dos acidentes aparece na mídia. Interpelado, o secretário de Trânsito Marcelo Araújo não falou do contrato da licitação fraudulenta, que exige aumento da velocidade média, para aumentar a capacidade $em aumento de frota, nem tampouco das características locais da interferência do BRT com a segurança de pedestres no entroncamento em questão. Em lugar disso, o secretário dispara: “A educação começa em casa e com a família”, deixando clara a proposta de culpabilização das vítimas mortas. Veja a matéria de Rodrigo Batista.

O referido secretário possuía mais de 180 pontos em sua carteira de habilitação, mas não precisou entregá-la. Após denúncia, o mesmo entregou a carteira por mera liberalidade própria, bem como entregou o cargo – na verdade para poder dedicar-se de forma tranquila à campanha eleitoral do governo de situação.

Apesar das mortes, a máfia continua agindo livremente e a meta agora é a implantação de um vigilantismo orwelliano sobre o cidadão. Se o sistema estado-corporações já é onisciente através da internet e redes sociais, a ideia agora é torná-lo onisciente e onipotente através do vigilantismo nas ruas. É preciso ficar claro que nenhum cidadão aceita isso de boa vontade e, para convencê-lo, o sistema estado-corporações se utiliza da principal ferramenta do terrorismo psicológico sobre pessoas: o argumento da segurança.

O Passe Livre ou Tarifa Zero seria uma solução para o problema, mas para evitar esta discussão, até mesmo os trabalhadores do transporte coletivo são manipulados, requerendo câmeras, policiamento e cofres para a proteção do dinheiro da máfia. A maior parte dos assaltos de Curitiba, que ocorre a cidadãos e ao comércio de rua em geral não é abordada. É o que mostra a matéria de Antônio Senkovski:

SIM, O SIM PARA A COPA
Está em implantação o SIM – Sistema Integrado de Monitoramento, financiado pelo governo federal a título de PAC da COPA. Este sistema vai encher a cidade de câmeras de monitoramento, mas especialmente os veículos que pertencem a Máfia do Transporte Coletivo Modelo. O vigilantismo será também implantado em outras metrópoles brasileiras que receberão jogos da copa.

Num primeiro momento, o cidadão desavisado pode acreditar que isso implicará em aumento de segurança, sem imaginar que o preço que está pagando é mais alto que imagina.

Em primeiro lugar, é preciso que fique claro:
– Luíza não teria sido salva pelas câmeras;
– as câmeras também não protegerão o cidadão de assaltos;
– também não serão viáveis como provas de superlotação dos ônibus;
– ACIMA DE TUDO, CURITIBA CONTINUARÁ SUA LINHA DE PRODUÇÃO DE 1500 CADÁVERES AO ANO, VÍTIMAS DE ASSASSINATOS E ACIDENTES DE TRÂNSITO, PARA A ALEGRIA DA IMPREN$A MARROM BANALIZANTE.

Neste momento surge a pergunta: Vigilância para quem?

As câmeras servirão na verdade para cassar fura-tubos. Sim, cassar com 2 esses mesmo, pois furar o tubo já se tornou um direito político diante do descaso e cumplicidade dos poderes locais e nacionais com a Máfia do Transporte Coletivo Modelo. Mas é possível que não seja só isso…

Quem está implantando as CÂMERA$?
Algumas empresas que são figurinhas carimbadas em ações suspeitas de corrupção compõem o consórcio que está instalando e dará suporte a operação das câmeras:

– IESSA – Suspeita de envolvimento em crimes da “máfia dos estaleiros”, investigada pela Polícia Federal do Brasil por envolvimento em licitações fraudulentas junto a Petrobrás (operação Águas Profundas): www.portogente.com.br/imprimir.php?cod=…

– INDRA – Mega-corporação transnacional privada com 40.000 funcionários espalhados pelo mundo, especializada em tecnologias para a militarização sobre populações civis. É uma dessas empresas cujo dono é anônimo, pulverizada por ações na bolsa de valores e “mercados”. Já possui contratos com o governo federal para monitoramentos via satélite. Ela compartilha o mercado privado de militarização, que tem por exemplo a participação da BLACK WATER (exército de mercenários mais poderoso do mundo). Também atua no setor bancário (setor bancário? – sim ela também atua neste setor), onde seu faturamento tem crescido vertiginosamente no país.

Exemplo de aplicação de tecnologia militarista sobre populações civis (observe o vídeo a 2min e 10s). www.youtube.com/watch?v=I0Bd_f9SN-k&fea…

– DATAPROM – Suspeita de envolvimento na “máfia das multas”, denunciada pelo repórter Giovani Grizotti: fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,…
Naturalmente, o consórcio foi o único a apresentar proposta na licitação, conforme reportagem de Fernanda Trisotto: www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/…

Sabemos que vivemos numa realidade capitalista global, onde o menor se vende ao maior, independente de questões de segurança nacional.

Diante disso e para concluir, é importante estabelecer o paralelo entre o latifúndio rural e o “latifúndio” urbano: assim como o inimigo do camponês (o ruralista) qualificou-se aliando-se a transnacionais de defensivos, transgênicos e biocombustíveis em detrimento da segurança alimentar, o inimigo do trabalhador urbano (feudos políticos e mega-empresas familiares) aliou-se a transnacionais de militarização privada em detrimento da segurança social.

ENTÃO, VOCÊ SE SENTE MAIS SEGURO AGORA ??

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