Campanha #OMETRÔÉNOSSO segue para instâncias federais.

Agit 2

As duas plenárias da campanha #OMETRÔÉNOSSO realizadas nas escadarias da Biblioteca Pública do Paraná nos trouxeram algumas conclusões até o momento:
•    Na análise histórica, ficou demonstrado o completo alinhamento das instituições estaduais (TCE-Pr, MP-PR e TJ-Pr) e municipais (câmara e prefeitura) em relação a escandalosa licitação fraudulenta dos ônibus de Curitiba (2010 ~R$8,5Bi alegremente repassados SEM CONCORRÊNCIA no governo Richa/Ducci). O teatrinho da CPI e do TCE-Pr, conforme previmos no ato da “tortada”, não surtiu qualquer resultado prático. Fruet – o bom moço –segue implementando exatamente as mesmas diretrizes do governo anterior em relação a política de transporte urbano: mínimas reduções eleitoreiras, em contrapartida precarizando o sistema para reduzir custos.
•    O transporte coletivo não é tratado como serviço essencial, mas sim como mercadoria para lucro exacerbado de poucos e exclusão de muitos: os próximos passos da máfia indicam um possível golpe sobre os trabalhadores do transporte – tanto rodoviários como metroviários, devendo asseverar as tensões sociais em 2015, após as eleições.
•    Os trabalhadores rodoviários e metroviários encontram o desafio de ultrapassar a greve como instrumento de luta, para se engajar mais efetivamente na construção POPULAR de um projeto de TARIFA ZERO, ganhando assim a confiança dos cidadãos e trabalhadores da cidade. Em Curitiba, esta percepção dos trabalhadores do transporte avança, com a greve de cobrança (catraca liberada), efetivada pioneiramente no país em 26.06.14.
•    Completamente blindada para as denúncias populares, a mídia dos grandes grupos econômicos locais arrasa a discussão, abafando a discussão popular e pautando apenas o avanço tecnológico na demissão de trabalhadores do transporte, ao mesmo tempo em que dá voz a pressão especulativa do Cartel dos Trilhos para aumentar ainda mais o valor do golpe da PPP do Metrô Curitibano. Jamais há outra fonte jornalística senão instituições ligadas a associações de classe de mega-empresas do transporte e engenharia. Repórteres são enviados para viagens junto a congressos destes grupos e a empatia é incentivada, ao mesmo tempo que a censura tácita (redatores, políticas internas de promoção/demissão, etc…) se encarrega de corrigir os demais repórteres.
•    Ainda com relação a potente mídia dos cartéis locais, a pauta se resume a pressão especulativa para o aumento do valor da licitação, o factóide do TCE-Pr (manobra dos clãs locais para evitar a judicialização em nível federal) e os tradicionais prêmios internacionais ao “Transporte Coletivo Modelo” que alimentam o marketing dos cartéis. Essa postura da mídia deveria ser previsível pois nossa luta contra cartéis do transporte acaba remetendo ao debate sobre outros cartéis, entre eles o da comunicação.
•    A ilusão eleitoral como sempre dificulta nossa luta, sendo que existe inclusive a proposta de uma “salvadora da pátria” propondo o raso projeto de passe escolar gratuito, rotulado como PASSE LIVRE ESTUDANTIL, justamente para aniquilar uma construção que é independente e feita pela base popular. No nível estadual, as propostas são, por incrível que pareça, de novos repasses aos cartéis, através de subsídios obscuros e renúncias fiscais.
Agit 1
Diante deste cenário, tiramos alguns encaminhamentos:
•    Repasse de informe a redatores do Jornal Comunicação da UFPr, que estiveram presentes numa das plenárias e repassaram questionamentos. Situação: já publicado: http://www.jornalcomunicacao.ufpr.br/em-jogo-o-metro/.
•    Prosseguimento e apoio à campanha #OMETRÔÉNOSSO, divulgando-a junto a mídias independentes e populares que queiram pautar novo ângulo da questão – situação: sendo efetivado através de redes sociais e agitprop (lambes, panfletagens e outros).
•    Contatos e informações junto a BASE de trabalhadores do transporte coletivo – rodoviários e metroviários. Situação: a ser efetivado através de carta aberta aos mesmos.
•    Protocolo junto ao TCU – Tribunal de Contas da União, buscando instância federal, tanto para tentar romper com as instituições estaduais e municipais como para demonstrar qual a real eficácia da instituição. Na ocasião, acrescentamos o Dossiê Metrô Curitibano à impugnação popular . Situação: processo TCU no. 0000516790105 segue para o relator.
Sem mais,

CAMPANHA #OMETRÔÉNOSSO

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