2º Ato Contra o Aumento da Tarifa em São José dos Pinhais.

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Nesta quinta-feira dia 17 de abril ocorreu o 2º Ato Contra o Aumento da Tarifa em São José dos Pinhais, marcado para as 18 horas no terminal Afonso Pena e sendo organizado pelo Coletivo de Luta Pelo Transporte Público, recebeu apoio do Movimento Passe Livre Curitiba, Basta Corrupção, Sindicatos e estudantes secundaristas e independentes. O ato teve grande apoio popular. Mesmo com a tentativa da PM e GM em desmobilizar, os estudantes resistiram com gritos de ordem contra o aumento da tarifa, ocuparam o Terminal Afonso Pena de forma a promover o Catraca Livre, ação direta apoiada e aderida pelos trabalhadores que voltaram para casa de passe livre neste dia de luta. O movimento popular manifestou sua indignação também frente as péssimas condições do transporte coletivo, a defasagem salarial de seus trabalhadores, além de denunciar as manobras politiqueiras que garantem o lucro do monopólio e a repressão policial para defender interesses desta máfia.A revogação do aumento foi exigido (de R$3,10 para R$2,90) assim como o compromisso do prefeito Luis Carlos Setim pelo Congelamento Permanente da tarifa do transporte coletivo de São José dos Pinhais.

Após a passeata, que interceptou a via aos arredores do terminal, a manifestação voltou para o ponto inicial de concentração onde uma assembléia foi organizada para discutir as próximas ações do grande coletivo.

  • O CLTP promete voltar às ruas dia 22/04 às 9 horas da manhã na Câmara Municipal de Vereadores e ainda no mesmo dia, a partir das 18 horas, concentração em frente ao Shopping São José dos Pinhais.* *

São José dos Pinhais sofre com o descaso do poder publico há décadas, que permite que um monopólio fique a frente do transporte da cidade, lucrando milhões e oferecendo a população um péssimo serviço. Além de ônibus lotado e sucateamento da frota, os trabalhadores sofrem com a falta de integração total com a capital, o que o faz pagar duas ou mais passagens para chegar a seu destino, seja para trabalho, estudos ou lazer.

Não nos importa o motivo pelo qual a integração vem sendo ameaçada pelos gestores de Curitiba e S.J.Pinhais. Nos importa que nosso direito de ir e vir, o direito à cidade e à seus serviços sejam respeitados, e que para isso quem se beneficia com os deslocamento dos trabalhadores sejam onerados.

A luta na cidade é a mesma que em todas as cidades do país, contra a oligarquia e cartéis que comandam o transporte, transformando em mercadoria o que deveria ser publico. A revogação e o congelamento permanente é apenas o primeiro passo do movimento social na luta pelo Tarifa Zero universal, mas este apenas virá com o protagonismo popular, sendo tod@s convidad@s a compor esta luta, a construção por um transporte de qualidade e gratuito. Amanhã Vai Ser Maior…

Vídeo da manifestação:

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Acuado, Fruet congela tarifa!

Prefeito cede e congela temporariamente a tarifa, mas mantém lucro dos empresários
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Ao prever a revolta popular, Fruet acuado congela a tarifa em R$ 2,70 por tempo indeterminado. A manobra mantém os ânimos da população calmos e ao mesmo tempo atende aos lucros empresariais. O aumento para os empresários do transporte sairá do rateio da saúde, educação, moradia. Esse método já denunciado nas jornadas de junho pelo MPL-Curitiba é chamado de ‘Gratuísmo’.

Porém tal ação representa uma vitória parcial do movimento que durante a campanha “Contra Tarifaço 2014” exigiu o Congelamento imediato. A campanha continua, pois o congelamento imediato foi um passo, em caráter de suspensão do aumento, podendo aumentar a qualquer momento.

A luta por um transporte verdadeiramente público passa para o segundo estágio: Curitiba em Campanha pelo Congelamento Permanente da Tarifa (CCCP), isto é, o compromisso que o prefeito assume com a população em impedir qualquer tarifaço nos ônibus e iniciar a discussão acerca do projeto de Parceria Público Popular Tarifa Zero (PPPOP-TZ)com a população.

A construção do PPPOP-TZ está em aberto, conta com a participação de toda a sociedade para expandir o debate do transporte público que se atrela à luta de outros movimento sociais por direitos básicos. Passa, por exemplo, pela discussão sobre a especulação imobiliária, o meio ambiente, o sistema de cooperativas, de ocupações fabris e de autogestão.

Sabemos do risco de haver ainda neste ano um aumento da tarifa técnica – novamente. Isso não será perceptível pela população (a tarifa do usuário continuará a mesma), mas é parte da construção do MEGATARIFAÇO 2015, que terá uma fundamental participação do poder judiciário local. Os cartéis já estão se preparando para o ano que vem e fala-se em “Bomba Tarifária”!

Para tanto, voltaremos às ruas – a real casa popular – para exigir o congelamento permanente e o debate sobre o PPPOP-TZ.

ImageNa ocasião, o prefeito Salamuni recebe projeto de Tarifa Zero do MPL em tom diferente da primeira vez. “Prefeitura e Vereadores: Esta é a prova de que é impossível alegar desconhecimento. Parceria Público Popular Tarifa Zero: não faz porque não quer!”

 

 

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Contra O Tarifaço : Congelamento Já!

O contexto do TARIFAÇO 2014.

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Um novo contexto atinge a luta CONTRA O TARIFAÇO 2014.
Na nova realidade, a população observa com atenção os resultados das revoltas de junho de 2013.
Percebe-se que nunca um prefeito teve em mãos tamanha quantidade de provas materiais da falência do Transporte Coletivo Modelo. Entretanto, acidentes, problemas de segurança, superlotação, planilhas forjadas, licitação fraudulenta, descumprimento de contrato e lockout não são suficientes para gerar uma atitude por parte do prefeito.

Novas negociatas da “Mobilidade Urbana”.
Em termos de negociatas, a mobilidade urbana continua sendo o grande filé. A diferença é que agora há disputa entre cartéis: a máfia do busão deve perder parte de seu mercado cativo pela ação da máfia das empreiteiras, através da PPP do Metrô. A licitação fraudulenta dos ônibus significou a maior negociata de Curitiba nos últimos 50 anos (aproximadamente R$8,5Bi*). Já a negociata do metrô de cara demonstra a ganância do novo cartel, devendo superar este valor em 50%, embora sirva apenas a uma pequena faixa da cidade! Este novo cartel tem grande sofisticação devido a sua integração com cartéis históricos da indústria eletromecânica: Siemens e outras indústrias já negociam e fatiam mercado há mais de 100 anos. Enfim, o Transporte Coletivo – filé da mobilidade urbana – deveria render mais de R$ 8,5 Bi nas próximas 3 décadas somente para a máfia do busão, mas a entrada da máfia das empreiteiras deve majorar esta receita em 100% ou mais, dependendo apenas do furor pelo lucro. Como sabemos, almoço grátis não existe e a conta será paga diretamente pelo usuário, no preço da passagem, ou pelo usuário, através de subsídios que corroem o orçamento público e cortam os serviços sociais como saúde, educação, moradia, etc… (o “gratuísmo”).
Enfim, se correr o bicho pega e se ficar o bicho come. Por outro lado, coletivamente podemos enfrentar o bicho.

A conexão Metrô-Tarifaço.
Naturalmente, a prefeitura fechou as portas para um projeto de Tarifa Zero Popular colocado na PPP do Metrô. O PPPop-TZ (Parceria Público Popular do Tarifa Zero) foi barrado e sequer foi apresentado na audiência pública. Suas propostas iam da discussão do financiamento do sistema até a sua forma de operação, através de instâncias decisórias construídas pela base popular. É evidente que um projeto neste nível causou o desespero das forças interessadas somente no “negócio da mobilidade urbana”. De forma injustificável, a prefeitura desclassificou o projeto para dar espaço a empresa Triunfo, concedendo-lhe irregularmente um crédito de R$ 3 milhões. São os tempos obscuros promovidos pelas “engenharias financeiras”.
Mas isto não é óbice para nossa luta!

Metrô sim, mas só depois do Tarifa Zero.
O PPPop-TZ apresentado na PPP do Metrô introduz o Tarifa Zero POPULAR como um verdadeiro MODAL DE TRANSPORTE. O modal de metrô proposto por Ducci e continuado por Fruet atinge apenas uma pequena faixa da cidade, sobrepondo um eixo de transporte que já existe. Enfim, não se acrescenta praticamente nada. Já o PPPop-TZ impactaria radicalmente sobre a mobilidade urbana de TODA A CIDADE. Ademais, é preciso compreender que o PPPop-TZ não é incompatível com o Metrô, podendo ser construído dentro de uma realidade de TARIFA ZERO. Entretanto, a execução do projeto no formato atual significará mais pedágio urbano, maior custo na passagem e o que é pior: o sepultamento de um projeto racional de TARIFA ZERO no médio/curto prazo.

Nossa estratégia para 2014.
Na campanha contra o tarifaço 2014 faremos a discussão de um Tarifa Zero Popular e, dentro da linha do PPPop-TZ, demandamos inicialmente o CONGELAMENTO definitivo da tarifa no patamar igual ou inferior ao atual, para que se force a prefeitura a desenvolver e investir em alternativas de financiamento justas, ao mesmo tempo em que se faça uma rediscussão da operação do transporte, tudo através de uma discussão popular.
Acreditamos que o CONGELAMENTO definitivo será o mote para a discussão popular do Tarifa Zero, norteando-se pelo PPPop-TZ.
A população está convidada a protagonizar nesta luta, para desta forma conhecer o projeto que a prefeitura e as corporações cartelizadas lhe ocultaram.
* R$ 1Bi = 1.000 milhões

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Passo a passo para o LOCKOUT no transporte coletivo:

1) O empresário quer aumentar a tarifa de ônibus e para isso precisa de uma justificativa;

2) Vem a conversa com o sindicato dos trabalhadores, para que uma greve (normalmente, somente ameaça de greve) deflagre no momento propício (o carnaval, além de ser uma data desmobilizadora, é exatamente o prazo mínimo para novo reajuste de tarifa, segundo a licitação fraudulenta que está em voga);

3) Com a greve ou ameaça de greve, a opinião pública é sensibilizada;

4) O empresário reajusta minimamente o salário do trabalhador e aumenta a tarifa como bem entende;

5) Com a opinião pública já apaziguada, a urbs (que, nem é preciso falar, age ao lado dos interesses privados) joga a culpa do alto preço da tarifa no trabalhador do transporte coletivo. No fim das contas a empresa sai ganhando e a greve dos trabalhadores ganha a antipatia da população.

A seguinte matéria de 2012 aprofunda a questão: Aqui!

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NOTA DE PESAR POR SANTIAGO ANDRADE

Santiago AndradeLamentamos muito pela morte de Santiago Andrade e por todas as outras vítimas do Estado totalitário mercantil.

Santiago era CÂMERA e não “cinegrafista” como romantiza agora a grande mídia. Ele sempre foi aquele operário invisível que produzia calado e que muitos sequer sabiam que existia. Santiago era a base de uma pirâmide hierárquica cujo topo concentra os beneficiários dos grandes blocos de comunicação do Brasil.

A meio caminho do topo desta pirâmide, um exército de repórteres precariamente remunerados precisa falar, escrever, reportar e pesquisar de forma a atender os anseios dos donos da comunicação. Para subir um degrau nesta pirâmide é preciso cuidado na fala. Trata-se de uma censura tácita que abala a credibilidade da imprensa, onde já não é mais possível distinguir a notícia real da propaganda estatal e mega-corporativa. Enfim, o corpo inerte de Santiago será usado para beneficiar exatamente os mesmos de sempre – os concentradores de informação, de renda e de poder – e a culpa será do povo, de novo…

Diante ao terrorismo do Estado Totalitário brasileiro pela falaciosa “ordem”, onde mega-corporações ditam a democracia, nós, trabalhadores servis, desempregados e solidários à classe explorada, que geramos riquezas para o país sem receber minimamente o que nos é direito, para além de falsas promessas dos burocratas do poder, não ganhamos mais que violência física e moral, cotidianamente, e vítimas brutais, como Santiago Andrade!

Assim, entendemos que o principal responsável por este acidente é o próprio Estado que nos força a deixar nossas casas e exigir nossos direitos nas ruas, e nelas enfrentar a truculência deste Estado personalizado na força policial, na qual não deveriam jamais usar armas contra a população e assim a população não precisaria reagir contra ela.

Não suportaremos mais viver nessa “terra-de-alguém”. Onde alguém rico, por de trás de instituições, gestione contra a população. Concentração de informação, de renda, carestia, precariedade nos serviços públicos, gás lacrimogênio, balas de borracha, espancamentos, prisões arbitrárias, júris comprados, mídia tendenciosa e ainda a inversão do mérito, como se nós fôssemos os assassinos premeditados.

De um lado temos populares com materiais artesanais, com pouca ou nenhuma técnica e aprimoramento, e de outro lado, velhacos oficialmente armados com material bélico, cientes do efeito das suas armas sobre a população marginalizada.

DEIXEMOS BEM CLARO A QUEM DESEJA NOS CRIMINALIZAR: A RUA NÃO SE CALARÁ!

* Em solidariedade *

- Amarildo Dias de Souza – Desaparecido entre os dias 13 e 14 de julho de 2013, após a operação batizada de Paz Armada que mobilizou 300 policiais na Rocinha, RJ. http://pt.wikipedia.org/wiki/Caso_Amarildo

- Giuliana Vallone, de 18 anos espancada por policiais e logo após atropelada por uma motocicleta da polícia em 25/01/14, após a manifestação realizada na região central de São Paulo

http://videos.r7.com/jovem-e-atropelada-e-agredida-por-policiais-em-sp/idmedia/52e8c7ea0cf2401273d29912.html

- Fabrício Proteus Nunes Fonseca Mendonça Chaves, de 22 anos, a ser ferido por dois disparos feitos por policiais militares, durante o protesto contra a Copa do Mundo que aconteceu no sábado 25/02/14. Ele foi internado em coma induzido.

http://noticias.r7.com/sao-paulo/versao-da-policia-esta-estranha-diz-advogado-sobre-caso-de-manifestante-baleado-em-sp-27012014

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Audiência Pública do metrô é marcada por protestos

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No dia 15 de janeiro, a gestão Fruet realizou audiência pública a fim de consolidar o projeto de privatização da mobilidade na cidade.
Contrários a idéia tanto de privatização do direito de ir e vir quanto do projeto metrô curitibano, militantes do MPL-Curitiba interviram com faixas, sinalizadores e megafone para denunciar mais uma fraudulência no transporte coletivo de Curitiba.

O grupo, que em 2010 apresentou ao MP documentos sobre falhas graves no processo de licitação dos ônibus, repetiu a dose acusando a prefeitura de conluio com mega empresários do transporte e empreiteiros.

O MPL-Curitiba foi responsável pela apresentação do Projeto de Parceria Público Popular Tarifa Zero que concorreu junto a outras empresas no edital de propostas de modais para o transporte coletivo.
Desclassificados sem justificativas aceitáveis o movimento apontou favorecimento para o grupo Triunfo, vencedor do edital, o qual não apresentou estudos técnicos sobre a Geografia, geologia e de impactos. O que percebemos é que o grupo Triunfo reduziu custos executivos, porém mantendo o preço a ser pago pelo poder público, recebendo para isso um crédito de R$ 3 milhões a serem pagos pela empreiteira vencedora.
As manifestações devem continuar, pois em fevereiro o edital licitatório para as empreiteiras deverá ser lançado e até lá o movimento promete resistir denunciando.

Mais:

“Notícia” (ou propaganda do Metrô Curitibano) dada pela RPC:
https://www.youtube.com/watch?v=FOO8HgKjyPM

O link da Bandnews FM:
https://www.youtube.com/watch?v=1pG3Bux9nfw/15/audiencia-publica-do-metro-de-curitiba-esclarece-poucas-duvidas

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UM MODAL PARA FICAR NA HISTÓRIA DE CURITIBA (postagem unificada CONSÓRCIO POPULAR).

Tarifa Zero ou Metrô Curitibano? O MODAL DA HISTÓRIA DE CURITIBA.

O Metrô Curitibano, projeto de MODAL originalmente lançado por Luciano Ducci, sofreu pequenas alterações e já está sendo encaminhado por Fruet para execução via PPP, uma modalidade onde o governo paga para construir e, depois, o povo paga para usar o serviço essencial.

 Nossa posição a respeito deste projeto já é conhecida: acreditamos que o MODAL PPPop-TZ (Tarifa Zero Popular) é muito mais viável em termos econômicos, sociais e ambientais, sendo o Metrô ainda necessário, porém o Tarifa Zero Popular muito mais urgente.

 Apesar de as pesquisas demonstrarem a desconfiança popular do projeto do MODAL de Ducci e Fruet, ainda assim entendemos que não podemos balizar a opinião popular apenas pela nossa opinião.

 Por essa razão apresentamos formalmente o MODAL PPPop-TZ junto a outros modais apresentados na PPP do Metrô Curitibano, na expectativa de que haveria o espaço de debate, conforme prometido pela prefeitura. Os possíveis modais foram apresentados nesta PMI (procedimento de manifestação de interesse), onde os selecionados recebem um apoio administrativo nas audiências públicas subsequentes e acima de tudo o apoio da máquina publicitária da prefeitura.

PAINEL CLEAR CHANNEL DO METRÔ CURITIBANO

A publicidade ostensiva não é só para viciar o debate – destina-se também a confundir: o link divulgado não é o da PPP do Metrô Curitibano (clique na imagem para ampliar).

O modal selecionado foi o proposto pela empresa Triunfo. A justificativa para sua classificação e para a desclassificação do PPPop-TZ foi a alegação de que a TRIUNFO apresentou estudos de engenharia, enquanto o Consórcio Popular Sociedad Peatonal e MPL CURITIBA não apresentou absolutamente nenhum estudo. Entendemos que o Consórcio Popular seguiu fielmente o formato exigido pelo edital.

Da análise do material apresentado pela TRIUNFO, pode-se perceber que os projetos formais de engenharia apresentados são exatamente os projetos da gestão Ducci, pelos quais a prefeitura já havia pago aproximadamente 2,5 milhões de reais. Para além disso, surge a proposta de eliminação de algumas estações (ítem mais caro da obra), permanecendo os 22 quilômetros (km) planejados na gestão Ducci.

 O que pudemos concluir é que o presente projeto do Metrô Curitibano é uma estratégia da prefeitura de Curitiba para evitar o tão temido debate e construção popular proposto no MODAL PPPop-TZ. Mais do que uma proposta de gratuísmo*, o PPPop-TZ propõe o debate popular sobre as fontes de financiamento da tarifa, evitando o uso de recursos da saúde ou educação e principalmente sem se limitar a uma proposta rasa de aumento indiscriminado de impostos como IPTU ou similar. Além disso, propõe-se ali a operação via cooperativa de trabalhadores do transporte, o que certamente afetaria muitos interesses econômicos e corporativos. Seria necessário estudar a concisa proposta para entender de fato todos os seus desdobramentos.

 A história se repete.

 Como aconteceu no caso da licitação dos ônibus, estamos buscando as instituições para nos auxiliar na defesa de um debate popular e com informações mais completas à população.

 É sempre uma boa oportunidade para conferir a efetividade das autarquias e órgãos na defesa do interesse público quando confrontados com potentes interesses econômicos, eleitorais e corporativos.

 Como já conhecemos o trabalho do TCE-Pr, MP-Pr e TJ-Pr, desta vez recorremos formalmente ao CREA-Pr – Conselho Regional de Engenharia. Sua fiscalização costuma agir espontaneamente em campo, muitas vezes sem provocação, junto a obras, projetos e quaisquer outros serviços que considere ser de engenharia. A fiscalização é feita basicamente pelo rastreamento do formulário de ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) referente ao serviço executado. O CREA-Pr é inclusive bastante conhecido de pequenos empreiteiros e populares, agindo eficaz e espontaneamente junto a obra daquele “puxadinho” para ampliação de uma residência, verificando a regularidade de engenharia no trabalho.

 No caso da PMI do Metrô Curitibano, como nós seguimos o formato exigido pelo edital, a prefeitura argumentou que o PPPop-TZ foi desclassificado por que a TRIUNFO apresentou serviços de engenharia, enquanto nós, não. Hora, atendo-se então a rigidez formalista, a TRIUNFO apenas REAPRESENTOU o projeto da gestão anterior, já que não conseguimos encontrar na área pública do site do CREA-Pr qualquer informação a respeito da(s) ART(s) do(s) serviços de engenharia apresentados pela TRIUNFO.

Estes alegados serviços foram inclusive valorados pela prefeitura em aproximadamente 3 milhões de reais, a serem desencaixados pelo vencedor da licitação, caso não seja a TRIUNFO.

burocracia

CREA-Pr e seu posicionamento em relação ao Metrô Curitibano: evasiva burocrática?

 Para confirmar a suspeita, o Consórcio Popular Sociedad Peatonal MPL CURITIBA emitiu um ofício em caráter de urgência ao CREA-Pr, solicitando os documentos. Infelizmente, o CREA-Pr, neste momento, respondeu alegando que faltam dados e informações (embora o próprio CREA-Pr tenha feito seminário para promoção do Metrô Curitibano) e que só poderia fazer a fiscalização mediante pagamento de custas, sendo que o Consórcio Popular não possui recursos financeiros.

Metro Curitibano ou Trem Bala?

Enfim, diante da nossa ofensiva, a prefeitura acelera em velocidade de trem bala para viabilizar o gigantesco negócio de 4,5 Bilhões, denegando nossos recursos de forma arbitrária, exatamente como na Licitação do Transporte Coletivo da gestão anterior, porém com menor transparência ainda, já que o site PPP do Metrô Curitibano não é atualizado regularmente (nosso recurso administrativo, agora direcionado ao prefeito, não consta do site). Guarda semelhança ainda com a gestão anterior a opulência dos recursos aplicados na propaganda massiva e repetitiva do MODAL de Fruet e Ducci, além da propositada confusão de informações – um novo site sobre o metrô e mobilidade urbana foi criado, confundindo-se com o site da PPP do Metrô Curitibano.

Abaixo se vê o edital da audiência do Metrô publicado entre natal e ano novo.

Edital Metrô

O Tarifa Zero só será viável como conquista e construção popular.

 Pudemos notar novamente a característica institucional no Paraná. Parece que as autarquias e órgãos públicos possuem uma eficácia e valentia diferenciada na hora de combater pequenas infrações e delitos e na hora de confrontar-se com o grande interesse econômico-corporativo.

 Pudemos notar também que não há diferença entre a gestão Ducci e Fruet. Houve troca do grupo eleitoral gestor, mas o compromisso com os grandes interesses econômicos que dirigem a cidade permanece intacto.

 Finalmente pudemos notar que todo esse trâmite administrativo vem ocorrendo enquanto a  CPI do Transporte Coletivo tornou-se artifício para distrair a população. Um grupo de partidos políticos e futuros candidatos chegou a fazer uma ocupação amigável da câmara de vereadores. Este grupo auto-denominado Frente de Luta pelo Transporte se mimetiza agora como “Coletivo Tarifa Zero”, ao perceber que há uma oportunidade eleitoral diante do crescimento da informação popular. Por um lado ficamos felizes, mas por outro lado tememos o debate raso com interesse eleitoral, exatamente como ocorrido nas jornadas de junho, quando artifícios extremamente anti-éticos foram utilizados no momento deste grupo disputar idéias e dissensos com o MPL CURITIBA, um movimento declaradamente apartidário (mas não anti-partidário).

Conclui-se: o Tarifa Zero Popular como revolução econômica e urbana não virá através de engenheiros, arquitetos, instituições, partidos ou candidatos. Sua construção só virá pelo protagonismo popular.

Tarifa Zero ou Metrô Curitibano? A MORAL DA HISTÓRIA DE CURITIBA.

Enfim, o Modal da História de Curitiba pode mudar a Moral da História da cidade.

Preterir neste momento o gigantesco negócio do Metrô Curitibano em favor de um projeto social e ambientalmente sustentável alinha-se com a proposta de uma economia solidária ao invés de competitiva. Isto pode significar uma guinada que tiraria Curitiba do enfadonho Estado da Técnica para colocá-la no Estado da Arte do urbanismo mundial.

Informações, links e comprovações:

 O MODAL PPPop-TZ – PARCERIA PÚBLICO POPULAR DO TARIFA ZERO:

 O MODAL da Triunfo:

 Metrô Curitibano e a gênese de sua primeira dívida em favor do interesse privado:

 Documento protocolado no CREA-Pr sob o no. 2013/423087:

https://drive.google.com/file/d/0ByK5lD_IarPNLUJvV2g2cEtYTFk/edit?usp=sharing

Resposta do CREA-Pr:

https://drive.google.com/file/d/0ByK5lD_IarPNcDZ1aGdVS0M1YUU/edit?usp=sharing

Recurso direcionado ao gabinete do prefeito (não publicado no site da PPP do Metrô Curitibano), protocolado sob o no. 01-138740/2013 (SMAD-ADAP211):

https://drive.google.com/file/d/0ByK5lD_IarPNeFU1SnJBMU5VTVk/edit?usp=sharing

 Vídeo de diálogo com a comissão da PPP do Metrô Curitibano (via J.C.Cascaes):

http://www.youtube.com/watch?v=w2Y-jWBGFEA

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