O ASSASSINATO DE BRENDON: BARBÁRIE JUSTIFICÁVEL PELA DEFESA DE MÁFIAS BILIONÁRIAS.

O assassinato de Brendon: barbárie justificável pela defesa de máfias bilionárias?

O ASSASSINATO DE BRENDON: BARBÁRIE JUSTIFICÁVEL PELA DEFESA DAS MÁFIAS BILIONÁRIAS.

Brendow William Velter pulou a catraca (furou o tubo) e foi assassinado com uma estocada no peito. Seu algoz foi um motorista do transporte coletivo. A imprensa se apressa em explicar as razões do algoz: motoristas/cobradores, são descontados em R$125,00 quando alguém não paga a tarifa. É uma informação a se confirmar na análise do contrato de trabalho e da convenção coletiva destes trabalhadores. Jornal algum verificará isso, mas seria preciso explorar a pauta questionando o Ministério Público do Trabalho diante de tanta omissão à cláusula tão abusiva, já denunciada pelo sindicato da categoria.

De qualquer forma, a idéia central da imprensa parece ser justificar que a vida de Brendon não custou R$2,70, mas sim R$125,00. Para continuar com a justificativa financeira do crime, a imprensa prossegue com o rebaixamento de valor, citando que fura-tubos são “bem vestidos” e, no caso de Brendon, os pais aparentavam ser “pessoas boas” e de “poder aquisitivo”, subentendo-se que não há ato político ao furar o tubo, apenas um deliberado vandalismo.

O carrasco de Brendon na verdade acabou com a própria vida, pois virtualmente morreu o trabalhador do transporte coletivo, para nascer em seu lugar um assassino preso em flagrante, com todas as consequências jurídicas e morais.

Pela imprensa, os bilionários do cartel nada têm a ver com esta questão. Com seus CONTRATOS ABUSIVOS e suas CONCESSÕES PRIVILEGIADAS, eles seguem livres, soltos, felizes e assim permanecerão, desfrutando dos recursos gerados por nossa sociedade, sem precisar andar de ônibus ou se expor à violência dos extratos sociais onde a disputa por recursos e posição social chega a ser mortal.

Em Curitiba, tudo se resolve com a propaganda estética e bem feita, geralmente misturada com o noticiário.

É FUNDAMENTAL, neste momento, salientar que plantar a divisão entre as pessoas do povo (trabalhadores do transporte X outros trabalhadores e estudantes), é função de uma IMPRENSA TÃO CARTELIZADA quanto os mega-empresários do transporte coletivo. Assim, doutrinar trabalhadores populares com a lei do cão é importante para manter uma aparente ordem e uma ilusória segurança pública, que só beneficia estes bilionários e seus cartéis/ máfias. Talvez o mais triste seja a constatação de que a receita é de fato infalível para a capital nacional do orgulho estético.

Nossos pesares aos familiares e amigos das DUAS VÍTIMAS por perda tão violenta e desnecessária. Desejamos ainda força para o enfrentamento das humilhações da imprensa marron, propositadamente rasa na análise das reais causas deste tipo de crime e indiferente à dor dos envolvidos.

 

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CAMPANHA #OMETRÔÉNOSSO !!!

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Desde o ano de 2010, o MPL-Curitiba encampou a luta pela desmistificação
dos três poderes como instâncias democráticas populares. Naquela ocasião
da licitação dos ônibus de transporte coletivo da capital, denunciamos a
formação de cartel, a falta de transparência no processo licitatório e o
valor exorbitante que seria repassado ao cartel.

As denúncias foram feitas na Prefeitura, Ministério Público Estadual,
Tribunal de Contas Estadual e Tribunal de Justiça do Paraná. A própria prefeitura derrubou a impugnação ao edital direcionado.

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Logo após, junto a outras organizações, o MPL-Curitiba pressionou para que
fosse instalada a CPI do Transporte coletivo para termos acesso a
documentação do cartel, que era negada ao movimento popular, sobre a
planilha de custo para cálculo tarifário. Ao ceder à pressão popular,
vereadores instalam a CPI. Devido a manobras no grupo de trabalho de
investigação da CPI o MPL-Curitiba denuncia a comissão parlamentar de
inquérito como ilegítima, pois ao final dos trabalhos vinha blindar os
acusados isentando-os de serem inquiridos, ao participarem das sessões
como convidados.

As jornadas de Junho de 2013 tensionaram ainda mais os ânimos. O
MPL-Curitiba participa das raras audiências públicas da prefeitura sobre a PPP do Metro Curitibano e denunciou, mais uma vez, o conluio entre
clãs empresariais e a bancada eleitoreira do transporte. Após última denúncia
feita pelo movimento popular diretamente ao Ministério Público Federal, no mês de agosto de 2014, foi suspenso o edital de licitação do metro
avaliado em R$ 18 bilhões.

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A mídia omite o trabalho de mais de 3 anos do movimento popular no questionamento à farsa da PPP do Metrô, e constrói um herói artificial: o TCE-Pr (aquele órgão estadual encarregado de fiscalizar licitações, mas que frauda suas próprias licitações, tudo com cobertura e proteção do judiciário estadual – o TJ-Pr). O TCE-Pr interveio na licitação apenas para evitar que a mesma fosse judicializada em âmbito federal, já que aí não seria controlado pelos clãs eleitoreiros e empresariais dos três poderes locais: judiciário/legislativo/executivo paranaense.

Essa vitória é mais que uma suspensão de edital. É a luta direta contra os
tentáculos capitalistas. É a demonstração prática de resistência popular
nos processos de tomada de decisão daquilo que é público, frente às
crescentes privatizações através das PPPs (parceria público privada) que
despolitizam o debate, turvam a visão através de uma falsa transparência encoberta por cálculos complexos e transformam o que é público em privado, com aval pelo Estado.

A popular vitória parcial obtida através da suspensão do edital de
licitação marca o início do empoderamento das organizações populares
contra as famílias mafiosas milionárias locais e estrangeiras sobre o que
é nosso.
A seguir por essa estrada do poder popular fazemos o convite amplo à
população integrar a campanha o metrô é nosso (#OMETRÔÉNOSSO) e tomar em
nossas mãos a decisão de um metrô para Curitiba e não para mega empreiteiros e corporações transnacionais. Que esse processo seja
realmente acessível à população debater não apenas o modal de transporte
mas a mobilidade urbana e o direito à cidade como um todo.

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É importante salientar que as informações que passaremos ao longo da campanha #OMETRÔÉNOSSO não são e não serão repassadas pelas mídias financeirizadas tradicionais.
Ocorre uma disputa capitalista: Cartel dos Ônibus X Cartel do Metrô.
Num primeiro momento vemos a imprensa local abafar a impugnação popular, para promover o “heroísmo” do TCE-Pr. Nada se fala sobre o furo de R$ 6 bi denunciado pelo movimento popular na impugnação. Paralelamente a isso, esta imprensa promove a divulgação de estudos viciados onde o BRT (bus rapid transit ou cartel do busão) é implicitamente colocado como uma solução alternativa ao metrô. Acreditamos que nos próximos dias a grande imprensa pautará as informações em favor do Cartel do Metrô. Tudo isso é parte da estratégia de exclusão do debate popular, pois nesta guerra entre BRT e MetrÔ a importância das pessoas é secundária.
Existe de fato um 3o. modal: o Modal Tarifa Zero! É o mais barato, eficaz e justo. Sua proposta foi detalhada na PPP através do PPPop-TZ: Parceria Público Popular Tarifa Zero.

Acompanhe a campanha pelos canais de comunicação independente do MPL-Curitiba:
blog: htpps://fureotubo.wordpress.com
twitter: twitter.com/MPLCURITIBA
facebook: www.facebook.com/pages/MPL-Curitiba/211…
Faça parte da construção do poder popular da cidade. Vem pra luta! Vem pra
rua!

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IMPUGNAÇÃO DO LEILÃO DO METRÔ CURITIBANO

Foto1841Tarifa é ROUBO e R$ 1,23 é CRIME!!!

A IMPUGNAÇÃO AO EDITAL.
O Consórcio Popular que lançou o MODAL PPPop-TZ (Parceria Público Popular Tarifa Zero) na PPP do Metrô Curitibano vai solicitar a impugnação da licitação do leilão do Metrô Curitibano.
Os motivos da impugnação são as irregularidades da PMI que desclassificou o Modal de Tarifa Zero PPPop-TZ e também o valor abusivo admitido para a tarifa.
Ao invés de R$ 2,55, o consórcio aponta que o valor máximo da tarifa não pode ultrapassar R$ 1,22, o que resulta em redução de mais de R$ 6,5 BILHÕES. Apesar disso, o lucro privado seria de mais de R$ 700 milhões na tarifa de 1,22. O edital está supervalorizado: são R$ 18 BILHÕES – o equivalente a 10 mil reais por habitante. Para se ter uma idéia, a licitação dos ônibus (aquela, sem concorrência…), pra atender a cidade inteira (o metrô só atenderá uma faixa), foi de R$ 8,6 BILHÕES!!!
O atual edital pagará R$ 3,2 BILHÕES para o vencedor executar a obra, além do valor da tarifa, estimado “INICIALMENTE” em no máximo R$ 2,55 para 35 anos (há gatilhos de aumento por partilha de riscos e reequilíbrio financeiro). CREA-PR (engenheiros), CAU-PR (arquitetos) também podem colaborar na análise do valor da obra, afinal promoveram seminários e formaram grupo de trabalho sobre a mesma, para demonstrar qual a real importância destes conselhos. No edital, as 22 estações iniciais se reduziram a 15.
Qualquer cidadão pode impugnar a licitação em até 5 dias úteis antes do leilão, o prazo portanto é até dia 18.08.14 no SMAD – Rua Solimões, 160 (é preciso anexar documentos de identidade e e-mail do impugnante). Disponibilizamos a seguir a minuta da impugnação. O material tem licença total: você pode copiar, alterar, corrigir, criticar ou acrescentar o que quiser para gerar sua própria impugnação como pessoa física ou organização, ou ainda integrar-se ao Consórcio Popular Tarifa Zero e reproduzi-lo fielmente.
O link para a minuta de nossa impugnação é:

https://drive.google.com/file/d/0ByK5lD_IarPNNUpSNmlzVFdndHc/edit?usp=sharing

Link para o edital da prefeitura:

http://www.curitiba.pr.gov.br/conteudo/metro-curitibano/740

METRÔ OU TARIFA ZERO? A RESPOSTA: AMBOS.
Acreditamos que o Metrô Curitibano deve existir dentro de uma realidade de TARIFA ZERO, tornando ainda mais urgente o trabalho de Curitiba na construção popular proposta na PPP do Metrô. Obviamente a prefeitura será um obstáculo pois prefere desviar recursos para atender ao interesse dos cartéis nacionais de mega-empreiteiras e cartéis internacionais de metrô.
A verba federal deve vir para Curitiba, mas não com rúbrica marcada em favor das máfias do transporte e sim em favor do interesse popular.
Se não nos organizarmos popularmente pelo MODAL TARIFA ZERO E SUA CONSTRUÇÃO POPULAR, o desvio dos recursos da população será inevitável! São recursos valiosos que ao invés de ir para o MODAL TARIFA ZERO, com sobra para educação, moradia popular e saúde, serão dirigidos para a concentração de renda dos 1% mais ricos.
ENTENDA: O METRÔ SÓ É BOM SE FOR PARA CURITIBA E NÃO PARA CLÃS ELEITOREIROS E CORPORAÇÕES EMPRESARIAIS.
A seguir o link para o projeto do MODAL TARIFA ZERO:
https://docs.google.com/file/d/0ByK5lD_IarPNakZuUm1OMWV2SUk/edit?pli=1

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Cartão Transporte X Dupla Função

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Na sexta feira passada (01.08), o SINDIMOC (Sindicado dos Motoristas e Cobradores) montou uma barraca na praça Rui Barbosa para receber reclamações devido a precarização implantada pela prefeitura e cartel dos patrões dos ônibus de Curitiba através do cartão transporte de uso obrigatório. A nova precarização vai exigir DESEMBOLSOS ANTECIPADOS E MAIORES DESLOCAMENTOS A PÉ para o usuário, para carregar o cartão e usá-lo nos micro-ônibus que não aceitam mais a moeda corrente do país.
Como não pudemos levar nossa reclamação na sexta, protocolamos diretamente no SINDIMOC esta semana. Segue a íntegra da reclamação:

Nossa reclamação é de que o cartão transporte atua como fator de limitação da mobilidade urbana, bem como é estratégia para novamente lesar a população e trabalhadores do transporte coletivo.

Por quê?

  • Por que uma vez implantado, o cartão impede que o cidadão utilize o SERVIÇO ESSENCIAL, mesmo possuindo numerário em moeda corrente oficial.
  • Por que o objetivo NÃO É ATENDER A DETERMINAÇÃO JUDICIAL de eliminar a dupla cobrança e sim promover redução na massa salarial, tanto do motorista que atualmente faz a linha, como através da demissão de cobradores no médio prazo. Essa redução de custo NÃO VAI REDUZIR A TARIFA, MAS SIM AUMENTAR O LUCRO DO CARTEL.
  • No médio prazo, A COMUNIDADE PERDE pois pretende-se demitir OS DEMAIS COBRADORES, sem aumento de frota e linhas faltantes, assim, OS 60 MILHÕES ANUAIS que representam a massa salarial dos cobradores NÃO MAIS ALIMENTARÃO A ECONOMIA POPULAR (mercados populares, etc…), gerando ainda um grave problema social com aproximadamente 5000 TRABALHADORES DEMITIDOS. Tudo isso para repasse às mesmas elites político-empresariais que integram há décadas a MÁFIA DO “TRANSPORTE COLETIVO MODELO”.
  • No projeto PPPOP-TZ (PARCERIA PÚBLICO POPULAR – TARIFA ZERO), já apresentado para a prefeitura, previmos um projeto gradual de Tarifa Zero com realocação dos trabalhos de cobrança para outros postos, inclusive de motoristas, já que faltam ônibus tanto para linhas novas como para linhas existentes (superlotadas e precarizadas).

Gratos pela atenção,

MPL-CURITIBA
Blog: fureotubo.wordpress.com/
Facebook: facebook.com/pages/MPL-Curitiba/211605225586162
Twitter: twitter.com/MPLCURITIBA
E-mail: mplcuritiba@riseup.net

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CURITIBA: TRABALHADORES DO TRANSPORTE FAZEM GREVE SEM SUSPENDER O SERVIÇO ESSENCIAL.

catraca livreCURITIBA RETOMA PIONEIRISMO NO TRANSPORTE COLETIVO.

Curitiba é famosa pelos artifícios técnicos e estéticos que deram gigantesca rentabilidade ao negócio do transporte coletivo. O chamado BRT significou imensa redução de custos na produção do transporte coletivo, embora isso não tenha resultado em ganhos para o passageiro ou o trabalhador do transporte.

Com um olhar mais crítico e, acima de tudo vencendo as barreiras de uma mídia local que por questões eleitorais sempre enalteceu a estética do sistema, Curitiba e região metropolitana começam a agir no sentido de exigir um real progresso social no transporte coletivo. Esse fenômeno agora parece ter a aproximação dos trabalhadores do transporte coletivo.

Após décadas de marasmo no transporte coletivo, pode-se dizer que Curitiba finalmente volta a protagonizar em termos de inovação no setor. Porém, desta vez a inovação não vem de engenheiros ou administradores, no sentido de aumentar lucros ao cartel dos concessionários. Desta vez, a inovação vem dos TRABALHADORES DO TRANSPORTE COLETIVO.

A catraca livre, que já é prometida em vários locais do país e eventualmente praticada de forma pontual, ocorre no momento em Curitiba em grande adesão, numa proporção que pode representar um pioneirismo histórico da cidade na luta pelo Tarifa Zero.

GREVES EM SERVIÇOS ESSENCIAIS.

Os serviços essenciais, quando repassados à iniciativa privada, representam uma maior exploração do seu trabalhador, que não possui as mesmas condições de estabilidade/remuneração/previdência que o trabalhador estatal. Por outro lado, mesmo quando estatizados, ainda assim podem surgir conflitos onde o trabalhador estatal veja a necessidade de greve. Estes conflitos, entretanto, são diretos entre trabalhador e patrão, não envolvendo a população em geral. Sendo assim, como é possível preservar a população deste conflito? Acima de tudo, como fazê-lo em se tratando de serviços essenciais?

No caso do transporte coletivo, a resposta pode parecer simples: a catraca livre. Porém, nosso sistema possui obstáculos que exigem grande coragem por parte do trabalhador. Em primeiro lugar, é preciso ter em mente que antes de julgar as razões do conflito, a sentença já estará dada: o trabalhador do transporte coletivo será responsabilizado e seu sindicato é que deve ser multado. Para além disso, a remuneração do cartel será garantida pois a URBS vai indenizá-los.

Em várias metrópoles do país a catraca livre já foi prenunciada por trabalhadores do transporte, mas somente em Curitiba houve efetivação. É importante notar que isto ocorre no local onde os trabalhadores são privatizados, e portanto com condições muito críticas de estabilidade no emprego.

QUAIS AS POSSÍVEIS CONSEQUÊNCIAS?

O que prevemos é a velha encenação dos atores envolvidos nesta peça dantesca que é o transporte coletivo de Curitiba: um judiciário suspeito discriminando o trabalhador em benefício do cartel e indenizações a serem pagas a este mesmo cartel.

Nossa grande esperança é de que haja maior unidade com o trabalhador do transporte em nossa luta pela construção popular de um projeto de Tarifa Zero. O momento é de ameaça especialmente ao posto de trabalho de cobradores, onde se pretende sua eliminação por sistemas eletrônicos que os próprios cobradores ajudam a implantar há mais de 10 anos! Estes cobradores devem ser demitidos para aumentar o lucro do sistema.

Em Curitiba há necessidade de contratação de mais motoristas, não só devido a ampliação de frota, mas também pela falta de linhas de ônibus para atendimento a locais ermos ou não lucrativos. Ao invés de realocar os cobradores para funções de apoio ou requalificá-los como motoristas, a ideia é simplesmente demiti-los, representando mais uma grande redução de custos no sistema, sem qualquer retorno social, aliás, pelo contrário: gerando desemprego e mantendo a qualidade inferior do sistema.

O projeto de Tarifa Zero apresentado na PMI do Metrô Curitibano previa uma COOPERATIVA DE TRABALHADORES DO TRANSPORTE COLETIVO ao invés do CARTEL DE CONCESSIONÁRIOS. O projeto que previa a discussão popular foi vetado pela prefeitura:

https://docs.google.com/file/d/0ByK5lD_IarPNakZuUm1OMWV2SUk/edit?pli=1

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CURITIBA: LIBERDADE JÁ AOS PRESOS PELO ESTADO DE EXCEÇÃO!

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Neste momento, o parcialismo das informações dadas por emissoras e jornais de propriedade de algumas famílias tradicionais induz o ódio contra os manifestantes, exaltando apenas o patrimônio (vidros quebrados e lixo queimado), rebaixando manifestantes a “vândalos”. Sem qualquer escrúpulo, estas mídias anulam completamente o questionamento às vidas perdidas em obras da COPA, as famílias mutiladas, os despejos, os falsos legados, superfaturamentos, a violação legislativa e constitucional, etc… Tudo em prol de interesses econômicos da FIFA/Corporações e todo o negócio formado em torno dos megaeventos e do estado de exceção que só foi possível implantar graças a anestesia proporcionada pelas festividades da COPA e sua cobertura parcialista.

A informação OMITIDA é de que os manifestantes não foram presos por queimar lixo e quebrar alguns vidros, mas sim por tentar violar fronteiras de um ESTADO, um país. O Estado da FIFA e das megacorporações foi imposto inclusive fisicamente, através de zonas de exclusão onde ir e vir e outros direitos fundamentais são limitados por leis próprias que violam a constituição brasileira. Só que esta legislação de exceção extrapola inclusive a zona de exclusão no entorno dos estádios e sentimos que um estado de sítio virtual já está implantado: militares armados nas ruas, informantes à paisana infiltrados e repressão a quem ousa violar leis da FIFA/Corporações.

A única menina do grupo preso já está numa grande penitenciária, incomunicável. Os demais ainda estão em delegacia, presos em cela única, também incomunicáveis. Não há prisão especial nas leis de exceção criadas pela e para a FIFA. As prisões comuns no Brasil são precárias e violentas. A detenção segue sem previsão de soltura. A perspectiva é sombria: burocratas do MP-Ministério Público, concursados, preparados, bem pagos e bem alimentados farão o inferno da vida destas(es) jovens. É o mesmo MP incipiente contra as fraudes na licitação e contrato dos ônibus e que assimila despachos de um judiciário que age contra o interesse popular e até condena eventuais denunciantes. Esperamos que a Defensoria Pública, que demonstrou coragem em seu posicionamento inicial (e que já sofre críticas despolitizadas), seja capaz de fazer frente ao desafio que se avizinha.

Repassamos a lista de camaradas presos no protesto da COPA em Curitiba (16.06). É importante frisar que em Curitiba não está havendo apoio ou sequer divulgação por parte da chamada “esquerda institucionalizada” ou “acadêmica”. Aliás, pelo contrário: o que se vê são posturas de diferenciação, onde estas fazem questão de salientar que integravam outros atos menos críticos. Para além disso, também está presente em alguns setores desta esquerda institucionalizada a postura de condenação antecipada. Para estes, fazemos um apelo: se não vão ajudar (como sempre), por favor não piorem a situação para si mesmos, pois o momento é de se provar os laços de confiança e entender quem são os verdadeiros companheiros de luta.

Lista de presxs pelo ESTADO DE EXCEÇÃO DA FIFA/CORPORAÇÕES:

- Thiago Henrique Santos Almeida

- Abner Arias Fugaça

- Patrick Lopes Augusto

- Cleyton Rapkiewicz Calisto

- Enzo Maschio Figueredo

- Guilherme Soares

- Lucas Nascimento Zilian

- Gabriel Pimentel Freitas

- Guilherme Graciolli

- Feliphe Fernandes de Barros

- Gessica Amanda Gaspar Ramos

ATUALIZAÇÃO 18.06/22:46h:
– TEMOS O INFORME DE QUE TODXS FORAM LIBERADOS MEDIANTE FIANÇA, PARA RESPONDER AOS PROCESSOS EM LIBERDADE.
– ALERTAMOS PARA O MÁXIMO CUIDADO, POIS OS PROCESSOS DE CRIMINALIZAÇÃO SEGUEM, COM REPRESSÃO E PRESOS EM VÁRIOS LOCAIS DO PAÍS.

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MPL-São José dos Pinhais faz rolezinho contra tarifa!

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Um grupo de militantes do Movimento Passe livre de São José dos Pinhais, entraram na tarde de domingo (08/06) no shopping são josé para manifestar seu repúdio em relação ao aumento da tarifa de ônibus no município.

O shopping estava cheio e aproveitando esse ponto positivo, uma faixa foi solta no meio da praça de alimentação cheia de balões com gás hélio. A faixa flutuou até um dos pontos mais altos do teto dando visibilidade a faixa que trazia a frase “Passe Livre SJP – Chegamos!”

No momento em que a faixa alcançou o ponto mais alto 5 militantes ergueram cartazes formando a frase “Tarifa de ônibus a 3,10 é um assalto!”

O ato foi um sucesso, muitos cidadão pararam pra tirar foto até os militantes se dispersarem e finalizarem o ato.

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