O transporte coletivo não é público: é um grande negócio!

LCzine - TUBOTodos os anos, celebramos o dia 26 de outubro como uma ocasião de luta. Essa data é importante porque remonta às mobilizações e conquistas da Revolta da Catraca de 2004 em Florianópolis, uma das lutas que deu origem ao Movimento Passe Livre. É preciso manter viva a memória para sempre lembrar que nossa luta não começou agora – e que só vai terminar com o fim de todas as catracas.

Em Curitiba, logo nas primeiras semanas de instalação da CPI da URBS em 2013 (reivindicada pelo movimento por pelo menos 7 anos para que fosse instalada), o MPL-Curitiba denunciou fraude nas investigações, com uma bela tortada na cara do diretor da URBS que mentia há horas para a comissão de inquérito, o que nos rendeu uma série de perseguições políticas, violência policial, processos com celeridade invejável para os padrões nacionais e sentenças injustas à favor dos empresários denunciados por fraude e roubo do dinheiro público.

Desde 2005, o MPL-Curitiba denuncia sem trégua que o transporte coletivo em Curitiba não é público. Para os empresários de transporte coletivo, a falta de espaço no interior dos tubos e ônibus é um ótimo negócio: a prefeitura paga as empresas de ônibus através do cálculo misto entre quilômetro rodado e passageiro transportado, o que significa quanto mais passageiros elas enfiarem dentro de cada ônibus, mais dinheiro vão ganhar, com o menor custo possível. Para elas, é melhor que o ônibus passe pouco, e sempre muito lotado.

Não é à toa esse sistema que a concentra todos os passageiros em terminais espalhados em poucos locais na cidade. O prejuízo do usuário, forçado a pegar mais de um ônibus e a enfrentar uma fila enorme no terminal, representa lucro para o empresário, que ganha mais a cada vez que giramos catraca. Ao priorizar como única alternativa os terminais de ônibus, a população amarga muitas horas no deslocamento entre sua morada até o local do emprego. A integração entre as linhas de ônibus poderia ser feita a partir de qualquer local da cidade, caso a tarifa fosse ZERO. Há falta de lógica no atual sistema em que o passageiro atravessa a cidade de norte a sul para poder pagar apenas uma passagem a fim de realizar a integração entre linhas diferentes. Esse prejuízo em horas perdidas dentro dos ônibus é o lucro real dos empresários do transporte coletivo. O governo não consulta ninguém e atrapalha a vida de muita gente ao priorizar apenas os interesses empresariais.

Assim, o direito de ir e vir se transforma em uma mercadoria e deixa de ser um direito. Construido para sustentar os lucros de famílias riquíssimas essa mercadoria é vendida a um preço que a esmagadora maioria não pode pagar.

O tubo de ônibus é uma estrutura cara, ineficiente e responsável pelo adoecimento dos cobradores e passageiros sujeitos aos intemperes climáticos acentuados em seu interior e fora dele. Passageiros são obrigados a ficar em enormes filas para fora dos tubos que nunca comportaram o número de pessoas dentro dele. Ela só beneficia a estética para propagandear a cidade para quem não mora nela. Além disso, funciona como barreira que impede aqueles que constroem e fazem a cidade funcionar a cada dia de usufruir dela. Quem é excluído do transporte, porque não tem dinheiro para a passagem, é excluído da cidade; deixa de ter acesso a tudo aquilo que está a um ônibus de distância: a escola, o hospital, o centro cultural, a casa dos amigos e da família, um emprego, uma casa. Ao revogar o aumento da passagem em junho de 2013, derrubamos algumas pedras dessa gigante muralha, mas não podemos parar por aí! Enquanto o transporte tiver catraca, a cidade não será de todos. Nossa luta é pela Tarifa Zero, pelo projeto de parceria público popular, o PPPop-Tz!

Cobrar por um serviço que beneficia toda a cidade, como o transporte coletivo, só de quem usa (na maioria das vezes porque não tem outra opção) não é uma escolha técnica ou econômica. É uma decisão política: de quais interesses serão atendidos. Se antes eles diziam que baixar a passagem era impossível, a revolta do povo provou que não é. Se agora eles dizem que Tarifa Zero é impossível, ao concorrermos com grandes grupos empresariais a licitação municipal do metrô curitibano com nossa proposta de PPPop-Tz negada pela prefeitura, nossa luta provará que eles estão errados.

Um transporte público de verdade não pode ser um impedimento para a gente sair de casa, seja porque não tem dinheiro, seja porque não quer enfrentar o sufoco dos ônibus e perder horas nas filas e no trânsito. Um transporte público de verdade é o que atende às necessidades da população, sem excluir quem não tem dinheiro. Somos nós, que usamos ônibus todo dia, que sabemos como é o transporte que queremos, por onde devem passar as linhas, quantos ônibus são necessários.

A suspensão do aumento da tarifa em 2014 foi só o começo! Em 17 de março de 2014, na ocasião da assembleia geral contra o tarifaço, na boca maldita, mostramos que é a população, quando se une, que manda no transporte e que se a gente não quiser, a tarifa não vai subir. Agora queremos mais! E não adianta esperar que quem lucra com nosso sufoco vai fazer algo para mudar ele: é só a nossa luta que vai fazer um transporte de fato público.

O Movimento Passe Livre Curitiba (MPL-Curitiba) é um movimento social autônomo, independente e apartidário que luta para que o transporte seja público de verdade: gerido fora da iniciativa privada, sem tarifa, sem tubos e nem catraca. Se queremos transformar o sistema de transporte e a cidade, não podemos esperar de braços cruzados. Por isso nos organizamos em nossos bairros e escolas para discutir os problemas do transporte e lutar, nem que para isso seja preciso sair às ruas, fechar avenidas, montar barricadas, ocupar terminais, furar tubos e pular catracas.

out.2014
MPL-CURITIBA

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Campanha #OMETRÔÉNOSSO segue para instâncias federais.

Agit 2

As duas plenárias da campanha #OMETRÔÉNOSSO realizadas nas escadarias da Biblioteca Pública do Paraná nos trouxeram algumas conclusões até o momento:
•    Na análise histórica, ficou demonstrado o completo alinhamento das instituições estaduais (TCE-Pr, MP-PR e TJ-Pr) e municipais (câmara e prefeitura) em relação a escandalosa licitação fraudulenta dos ônibus de Curitiba (2010 ~R$8,5Bi alegremente repassados SEM CONCORRÊNCIA no governo Richa/Ducci). O teatrinho da CPI e do TCE-Pr, conforme previmos no ato da “tortada”, não surtiu qualquer resultado prático. Fruet – o bom moço –segue implementando exatamente as mesmas diretrizes do governo anterior em relação a política de transporte urbano: mínimas reduções eleitoreiras, em contrapartida precarizando o sistema para reduzir custos.
•    O transporte coletivo não é tratado como serviço essencial, mas sim como mercadoria para lucro exacerbado de poucos e exclusão de muitos: os próximos passos da máfia indicam um possível golpe sobre os trabalhadores do transporte – tanto rodoviários como metroviários, devendo asseverar as tensões sociais em 2015, após as eleições.
•    Os trabalhadores rodoviários e metroviários encontram o desafio de ultrapassar a greve como instrumento de luta, para se engajar mais efetivamente na construção POPULAR de um projeto de TARIFA ZERO, ganhando assim a confiança dos cidadãos e trabalhadores da cidade. Em Curitiba, esta percepção dos trabalhadores do transporte avança, com a greve de cobrança (catraca liberada), efetivada pioneiramente no país em 26.06.14.
•    Completamente blindada para as denúncias populares, a mídia dos grandes grupos econômicos locais arrasa a discussão, abafando a discussão popular e pautando apenas o avanço tecnológico na demissão de trabalhadores do transporte, ao mesmo tempo em que dá voz a pressão especulativa do Cartel dos Trilhos para aumentar ainda mais o valor do golpe da PPP do Metrô Curitibano. Jamais há outra fonte jornalística senão instituições ligadas a associações de classe de mega-empresas do transporte e engenharia. Repórteres são enviados para viagens junto a congressos destes grupos e a empatia é incentivada, ao mesmo tempo que a censura tácita (redatores, políticas internas de promoção/demissão, etc…) se encarrega de corrigir os demais repórteres.
•    Ainda com relação a potente mídia dos cartéis locais, a pauta se resume a pressão especulativa para o aumento do valor da licitação, o factóide do TCE-Pr (manobra dos clãs locais para evitar a judicialização em nível federal) e os tradicionais prêmios internacionais ao “Transporte Coletivo Modelo” que alimentam o marketing dos cartéis. Essa postura da mídia deveria ser previsível pois nossa luta contra cartéis do transporte acaba remetendo ao debate sobre outros cartéis, entre eles o da comunicação.
•    A ilusão eleitoral como sempre dificulta nossa luta, sendo que existe inclusive a proposta de uma “salvadora da pátria” propondo o raso projeto de passe escolar gratuito, rotulado como PASSE LIVRE ESTUDANTIL, justamente para aniquilar uma construção que é independente e feita pela base popular. No nível estadual, as propostas são, por incrível que pareça, de novos repasses aos cartéis, através de subsídios obscuros e renúncias fiscais.
Agit 1
Diante deste cenário, tiramos alguns encaminhamentos:
•    Repasse de informe a redatores do Jornal Comunicação da UFPr, que estiveram presentes numa das plenárias e repassaram questionamentos. Situação: já publicado: http://www.jornalcomunicacao.ufpr.br/em-jogo-o-metro/.
•    Prosseguimento e apoio à campanha #OMETRÔÉNOSSO, divulgando-a junto a mídias independentes e populares que queiram pautar novo ângulo da questão – situação: sendo efetivado através de redes sociais e agitprop (lambes, panfletagens e outros).
•    Contatos e informações junto a BASE de trabalhadores do transporte coletivo – rodoviários e metroviários. Situação: a ser efetivado através de carta aberta aos mesmos.
•    Protocolo junto ao TCU – Tribunal de Contas da União, buscando instância federal, tanto para tentar romper com as instituições estaduais e municipais como para demonstrar qual a real eficácia da instituição. Na ocasião, acrescentamos o Dossiê Metrô Curitibano à impugnação popular . Situação: processo TCU no. 0000516790105 segue para o relator.
Sem mais,

CAMPANHA #OMETRÔÉNOSSO

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O ASSASSINATO DE BRENDON: BARBÁRIE JUSTIFICÁVEL PELA DEFESA DE MÁFIAS BILIONÁRIAS.

O assassinato de Brendon: barbárie justificável pela defesa de máfias bilionárias?

O ASSASSINATO DE BRENDON: BARBÁRIE JUSTIFICÁVEL PELA DEFESA DAS MÁFIAS BILIONÁRIAS.

Brendow William Velter pulou a catraca (furou o tubo) e foi assassinado com uma estocada no peito. Seu algoz foi um motorista do transporte coletivo. A imprensa se apressa em explicar as razões do algoz: motoristas/cobradores, são descontados em R$125,00 quando alguém não paga a tarifa. É uma informação a se confirmar na análise do contrato de trabalho e da convenção coletiva destes trabalhadores. Jornal algum verificará isso, mas seria preciso explorar a pauta questionando o Ministério Público do Trabalho diante de tanta omissão à cláusula tão abusiva, já denunciada pelo sindicato da categoria.

De qualquer forma, a idéia central da imprensa parece ser justificar que a vida de Brendon não custou R$2,70, mas sim R$125,00. Para continuar com a justificativa financeira do crime, a imprensa prossegue com o rebaixamento de valor, citando que fura-tubos são “bem vestidos” e, no caso de Brendon, os pais aparentavam ser “pessoas boas” e de “poder aquisitivo”, subentendo-se que não há ato político ao furar o tubo, apenas um deliberado vandalismo.

O carrasco de Brendon na verdade acabou com a própria vida, pois virtualmente morreu o trabalhador do transporte coletivo, para nascer em seu lugar um assassino preso em flagrante, com todas as consequências jurídicas e morais.

Pela imprensa, os bilionários do cartel nada têm a ver com esta questão. Com seus CONTRATOS ABUSIVOS e suas CONCESSÕES PRIVILEGIADAS, eles seguem livres, soltos, felizes e assim permanecerão, desfrutando dos recursos gerados por nossa sociedade, sem precisar andar de ônibus ou se expor à violência dos extratos sociais onde a disputa por recursos e posição social chega a ser mortal.

Em Curitiba, tudo se resolve com a propaganda estética e bem feita, geralmente misturada com o noticiário.

É FUNDAMENTAL, neste momento, salientar que plantar a divisão entre as pessoas do povo (trabalhadores do transporte X outros trabalhadores e estudantes), é função de uma IMPRENSA TÃO CARTELIZADA quanto os mega-empresários do transporte coletivo. Assim, doutrinar trabalhadores populares com a lei do cão é importante para manter uma aparente ordem e uma ilusória segurança pública, que só beneficia estes bilionários e seus cartéis/ máfias. Talvez o mais triste seja a constatação de que a receita é de fato infalível para a capital nacional do orgulho estético.

Nossos pesares aos familiares e amigos das DUAS VÍTIMAS por perda tão violenta e desnecessária. Desejamos ainda força para o enfrentamento das humilhações da imprensa marron, propositadamente rasa na análise das reais causas deste tipo de crime e indiferente à dor dos envolvidos.

 

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CAMPANHA #OMETRÔÉNOSSO !!!

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Desde o ano de 2010, o MPL-Curitiba encampou a luta pela desmistificação
dos três poderes como instâncias democráticas populares. Naquela ocasião
da licitação dos ônibus de transporte coletivo da capital, denunciamos a
formação de cartel, a falta de transparência no processo licitatório e o
valor exorbitante que seria repassado ao cartel.

As denúncias foram feitas na Prefeitura, Ministério Público Estadual,
Tribunal de Contas Estadual e Tribunal de Justiça do Paraná. A própria prefeitura derrubou a impugnação ao edital direcionado.

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Logo após, junto a outras organizações, o MPL-Curitiba pressionou para que
fosse instalada a CPI do Transporte coletivo para termos acesso a
documentação do cartel, que era negada ao movimento popular, sobre a
planilha de custo para cálculo tarifário. Ao ceder à pressão popular,
vereadores instalam a CPI. Devido a manobras no grupo de trabalho de
investigação da CPI o MPL-Curitiba denuncia a comissão parlamentar de
inquérito como ilegítima, pois ao final dos trabalhos vinha blindar os
acusados isentando-os de serem inquiridos, ao participarem das sessões
como convidados.

As jornadas de Junho de 2013 tensionaram ainda mais os ânimos. O
MPL-Curitiba participa das raras audiências públicas da prefeitura sobre a PPP do Metro Curitibano e denunciou, mais uma vez, o conluio entre
clãs empresariais e a bancada eleitoreira do transporte. Após última denúncia
feita pelo movimento popular diretamente ao Ministério Público Federal, no mês de agosto de 2014, foi suspenso o edital de licitação do metro
avaliado em R$ 18 bilhões.

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A mídia omite o trabalho de mais de 3 anos do movimento popular no questionamento à farsa da PPP do Metrô, e constrói um herói artificial: o TCE-Pr (aquele órgão estadual encarregado de fiscalizar licitações, mas que frauda suas próprias licitações, tudo com cobertura e proteção do judiciário estadual – o TJ-Pr). O TCE-Pr interveio na licitação apenas para evitar que a mesma fosse judicializada em âmbito federal, já que aí não seria controlado pelos clãs eleitoreiros e empresariais dos três poderes locais: judiciário/legislativo/executivo paranaense.

Essa vitória é mais que uma suspensão de edital. É a luta direta contra os
tentáculos capitalistas. É a demonstração prática de resistência popular
nos processos de tomada de decisão daquilo que é público, frente às
crescentes privatizações através das PPPs (parceria público privada) que
despolitizam o debate, turvam a visão através de uma falsa transparência encoberta por cálculos complexos e transformam o que é público em privado, com aval pelo Estado.

A popular vitória parcial obtida através da suspensão do edital de
licitação marca o início do empoderamento das organizações populares
contra as famílias mafiosas milionárias locais e estrangeiras sobre o que
é nosso.
A seguir por essa estrada do poder popular fazemos o convite amplo à
população integrar a campanha o metrô é nosso (#OMETRÔÉNOSSO) e tomar em
nossas mãos a decisão de um metrô para Curitiba e não para mega empreiteiros e corporações transnacionais. Que esse processo seja
realmente acessível à população debater não apenas o modal de transporte
mas a mobilidade urbana e o direito à cidade como um todo.

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É importante salientar que as informações que passaremos ao longo da campanha #OMETRÔÉNOSSO não são e não serão repassadas pelas mídias financeirizadas tradicionais.
Ocorre uma disputa capitalista: Cartel dos Ônibus X Cartel do Metrô.
Num primeiro momento vemos a imprensa local abafar a impugnação popular, para promover o “heroísmo” do TCE-Pr. Nada se fala sobre o furo de R$ 6 bi denunciado pelo movimento popular na impugnação. Paralelamente a isso, esta imprensa promove a divulgação de estudos viciados onde o BRT (bus rapid transit ou cartel do busão) é implicitamente colocado como uma solução alternativa ao metrô. Acreditamos que nos próximos dias a grande imprensa pautará as informações em favor do Cartel do Metrô. Tudo isso é parte da estratégia de exclusão do debate popular, pois nesta guerra entre BRT e MetrÔ a importância das pessoas é secundária.
Existe de fato um 3o. modal: o Modal Tarifa Zero! É o mais barato, eficaz e justo. Sua proposta foi detalhada na PPP através do PPPop-TZ: Parceria Público Popular Tarifa Zero.

Acompanhe a campanha pelos canais de comunicação independente do MPL-Curitiba:
blog: htpps://fureotubo.wordpress.com
twitter: twitter.com/MPLCURITIBA
facebook: www.facebook.com/pages/MPL-Curitiba/211…
Faça parte da construção do poder popular da cidade. Vem pra luta! Vem pra
rua!

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IMPUGNAÇÃO DO LEILÃO DO METRÔ CURITIBANO

Foto1841Tarifa é ROUBO e R$ 1,23 é CRIME!!!

A IMPUGNAÇÃO AO EDITAL.
O Consórcio Popular que lançou o MODAL PPPop-TZ (Parceria Público Popular Tarifa Zero) na PPP do Metrô Curitibano vai solicitar a impugnação da licitação do leilão do Metrô Curitibano.
Os motivos da impugnação são as irregularidades da PMI que desclassificou o Modal de Tarifa Zero PPPop-TZ e também o valor abusivo admitido para a tarifa.
Ao invés de R$ 2,55, o consórcio aponta que o valor máximo da tarifa não pode ultrapassar R$ 1,22, o que resulta em redução de mais de R$ 6,5 BILHÕES. Apesar disso, o lucro privado seria de mais de R$ 700 milhões na tarifa de 1,22. O edital está supervalorizado: são R$ 18 BILHÕES – o equivalente a 10 mil reais por habitante. Para se ter uma idéia, a licitação dos ônibus (aquela, sem concorrência…), pra atender a cidade inteira (o metrô só atenderá uma faixa), foi de R$ 8,6 BILHÕES!!!
O atual edital pagará R$ 3,2 BILHÕES para o vencedor executar a obra, além do valor da tarifa, estimado “INICIALMENTE” em no máximo R$ 2,55 para 35 anos (há gatilhos de aumento por partilha de riscos e reequilíbrio financeiro). CREA-PR (engenheiros), CAU-PR (arquitetos) também podem colaborar na análise do valor da obra, afinal promoveram seminários e formaram grupo de trabalho sobre a mesma, para demonstrar qual a real importância destes conselhos. No edital, as 22 estações iniciais se reduziram a 15.
Qualquer cidadão pode impugnar a licitação em até 5 dias úteis antes do leilão, o prazo portanto é até dia 18.08.14 no SMAD – Rua Solimões, 160 (é preciso anexar documentos de identidade e e-mail do impugnante). Disponibilizamos a seguir a minuta da impugnação. O material tem licença total: você pode copiar, alterar, corrigir, criticar ou acrescentar o que quiser para gerar sua própria impugnação como pessoa física ou organização, ou ainda integrar-se ao Consórcio Popular Tarifa Zero e reproduzi-lo fielmente.
O link para a minuta de nossa impugnação é:

https://drive.google.com/file/d/0ByK5lD_IarPNNUpSNmlzVFdndHc/edit?usp=sharing

Link para o edital da prefeitura:

http://www.curitiba.pr.gov.br/conteudo/metro-curitibano/740

METRÔ OU TARIFA ZERO? A RESPOSTA: AMBOS.
Acreditamos que o Metrô Curitibano deve existir dentro de uma realidade de TARIFA ZERO, tornando ainda mais urgente o trabalho de Curitiba na construção popular proposta na PPP do Metrô. Obviamente a prefeitura será um obstáculo pois prefere desviar recursos para atender ao interesse dos cartéis nacionais de mega-empreiteiras e cartéis internacionais de metrô.
A verba federal deve vir para Curitiba, mas não com rúbrica marcada em favor das máfias do transporte e sim em favor do interesse popular.
Se não nos organizarmos popularmente pelo MODAL TARIFA ZERO E SUA CONSTRUÇÃO POPULAR, o desvio dos recursos da população será inevitável! São recursos valiosos que ao invés de ir para o MODAL TARIFA ZERO, com sobra para educação, moradia popular e saúde, serão dirigidos para a concentração de renda dos 1% mais ricos.
ENTENDA: O METRÔ SÓ É BOM SE FOR PARA CURITIBA E NÃO PARA CLÃS ELEITOREIROS E CORPORAÇÕES EMPRESARIAIS.
A seguir o link para o projeto do MODAL TARIFA ZERO:
https://docs.google.com/file/d/0ByK5lD_IarPNakZuUm1OMWV2SUk/edit?pli=1

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Cartão Transporte X Dupla Função

cartão.protocolo

Na sexta feira passada (01.08), o SINDIMOC (Sindicado dos Motoristas e Cobradores) montou uma barraca na praça Rui Barbosa para receber reclamações devido a precarização implantada pela prefeitura e cartel dos patrões dos ônibus de Curitiba através do cartão transporte de uso obrigatório. A nova precarização vai exigir DESEMBOLSOS ANTECIPADOS E MAIORES DESLOCAMENTOS A PÉ para o usuário, para carregar o cartão e usá-lo nos micro-ônibus que não aceitam mais a moeda corrente do país.
Como não pudemos levar nossa reclamação na sexta, protocolamos diretamente no SINDIMOC esta semana. Segue a íntegra da reclamação:

Nossa reclamação é de que o cartão transporte atua como fator de limitação da mobilidade urbana, bem como é estratégia para novamente lesar a população e trabalhadores do transporte coletivo.

Por quê?

  • Por que uma vez implantado, o cartão impede que o cidadão utilize o SERVIÇO ESSENCIAL, mesmo possuindo numerário em moeda corrente oficial.
  • Por que o objetivo NÃO É ATENDER A DETERMINAÇÃO JUDICIAL de eliminar a dupla cobrança e sim promover redução na massa salarial, tanto do motorista que atualmente faz a linha, como através da demissão de cobradores no médio prazo. Essa redução de custo NÃO VAI REDUZIR A TARIFA, MAS SIM AUMENTAR O LUCRO DO CARTEL.
  • No médio prazo, A COMUNIDADE PERDE pois pretende-se demitir OS DEMAIS COBRADORES, sem aumento de frota e linhas faltantes, assim, OS 60 MILHÕES ANUAIS que representam a massa salarial dos cobradores NÃO MAIS ALIMENTARÃO A ECONOMIA POPULAR (mercados populares, etc…), gerando ainda um grave problema social com aproximadamente 5000 TRABALHADORES DEMITIDOS. Tudo isso para repasse às mesmas elites político-empresariais que integram há décadas a MÁFIA DO “TRANSPORTE COLETIVO MODELO”.
  • No projeto PPPOP-TZ (PARCERIA PÚBLICO POPULAR – TARIFA ZERO), já apresentado para a prefeitura, previmos um projeto gradual de Tarifa Zero com realocação dos trabalhos de cobrança para outros postos, inclusive de motoristas, já que faltam ônibus tanto para linhas novas como para linhas existentes (superlotadas e precarizadas).

Gratos pela atenção,

MPL-CURITIBA
Blog: fureotubo.wordpress.com/
Facebook: facebook.com/pages/MPL-Curitiba/211605225586162
Twitter: twitter.com/MPLCURITIBA
E-mail: mplcuritiba@riseup.net

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CURITIBA: TRABALHADORES DO TRANSPORTE FAZEM GREVE SEM SUSPENDER O SERVIÇO ESSENCIAL.

catraca livreCURITIBA RETOMA PIONEIRISMO NO TRANSPORTE COLETIVO.

Curitiba é famosa pelos artifícios técnicos e estéticos que deram gigantesca rentabilidade ao negócio do transporte coletivo. O chamado BRT significou imensa redução de custos na produção do transporte coletivo, embora isso não tenha resultado em ganhos para o passageiro ou o trabalhador do transporte.

Com um olhar mais crítico e, acima de tudo vencendo as barreiras de uma mídia local que por questões eleitorais sempre enalteceu a estética do sistema, Curitiba e região metropolitana começam a agir no sentido de exigir um real progresso social no transporte coletivo. Esse fenômeno agora parece ter a aproximação dos trabalhadores do transporte coletivo.

Após décadas de marasmo no transporte coletivo, pode-se dizer que Curitiba finalmente volta a protagonizar em termos de inovação no setor. Porém, desta vez a inovação não vem de engenheiros ou administradores, no sentido de aumentar lucros ao cartel dos concessionários. Desta vez, a inovação vem dos TRABALHADORES DO TRANSPORTE COLETIVO.

A catraca livre, que já é prometida em vários locais do país e eventualmente praticada de forma pontual, ocorre no momento em Curitiba em grande adesão, numa proporção que pode representar um pioneirismo histórico da cidade na luta pelo Tarifa Zero.

GREVES EM SERVIÇOS ESSENCIAIS.

Os serviços essenciais, quando repassados à iniciativa privada, representam uma maior exploração do seu trabalhador, que não possui as mesmas condições de estabilidade/remuneração/previdência que o trabalhador estatal. Por outro lado, mesmo quando estatizados, ainda assim podem surgir conflitos onde o trabalhador estatal veja a necessidade de greve. Estes conflitos, entretanto, são diretos entre trabalhador e patrão, não envolvendo a população em geral. Sendo assim, como é possível preservar a população deste conflito? Acima de tudo, como fazê-lo em se tratando de serviços essenciais?

No caso do transporte coletivo, a resposta pode parecer simples: a catraca livre. Porém, nosso sistema possui obstáculos que exigem grande coragem por parte do trabalhador. Em primeiro lugar, é preciso ter em mente que antes de julgar as razões do conflito, a sentença já estará dada: o trabalhador do transporte coletivo será responsabilizado e seu sindicato é que deve ser multado. Para além disso, a remuneração do cartel será garantida pois a URBS vai indenizá-los.

Em várias metrópoles do país a catraca livre já foi prenunciada por trabalhadores do transporte, mas somente em Curitiba houve efetivação. É importante notar que isto ocorre no local onde os trabalhadores são privatizados, e portanto com condições muito críticas de estabilidade no emprego.

QUAIS AS POSSÍVEIS CONSEQUÊNCIAS?

O que prevemos é a velha encenação dos atores envolvidos nesta peça dantesca que é o transporte coletivo de Curitiba: um judiciário suspeito discriminando o trabalhador em benefício do cartel e indenizações a serem pagas a este mesmo cartel.

Nossa grande esperança é de que haja maior unidade com o trabalhador do transporte em nossa luta pela construção popular de um projeto de Tarifa Zero. O momento é de ameaça especialmente ao posto de trabalho de cobradores, onde se pretende sua eliminação por sistemas eletrônicos que os próprios cobradores ajudam a implantar há mais de 10 anos! Estes cobradores devem ser demitidos para aumentar o lucro do sistema.

Em Curitiba há necessidade de contratação de mais motoristas, não só devido a ampliação de frota, mas também pela falta de linhas de ônibus para atendimento a locais ermos ou não lucrativos. Ao invés de realocar os cobradores para funções de apoio ou requalificá-los como motoristas, a ideia é simplesmente demiti-los, representando mais uma grande redução de custos no sistema, sem qualquer retorno social, aliás, pelo contrário: gerando desemprego e mantendo a qualidade inferior do sistema.

O projeto de Tarifa Zero apresentado na PMI do Metrô Curitibano previa uma COOPERATIVA DE TRABALHADORES DO TRANSPORTE COLETIVO ao invés do CARTEL DE CONCESSIONÁRIOS. O projeto que previa a discussão popular foi vetado pela prefeitura:

https://docs.google.com/file/d/0ByK5lD_IarPNakZuUm1OMWV2SUk/edit?pli=1

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